Olá, eu de novo
Já faz algum tempo, conversa com uma amiga ao telefone e ela me falou de uma comunidade que havia encontrado no Orkut. O nome era "saudade do que não existiu". Minha primeira reação foi rir dela. Ela disse "é sério Renato, pensa bem que viagem". Quando consegui domar meu riso e direcionar meu pensamento no que ela acabar de falar realmente cheguei a mesma conclusão, era uma viagem e muito filosófica. Ela disse que iria me mandar o link da tal comunidade. No dia seguinte abro a Orkut e lá estava. Entrei para ver como era a tal comu. Na mesma hora decidi que iria fazer parte dela, tal decisão veio da frase que encontrei na descrição da comunidade, é de um dos meus escritores favoritos Carlos Drummond de Andrade e diz assim: "Também temos saudade do que não existiu,e dói bastante." E se essa não for suficiente lá vai outra, essa do escritor Fernando Pessoa "ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!”
Confesso a vocês que nunca havia visto a saudade por essa prisma. Alguns podem chamar de nostalgia, e não deixa de ser, afinal saudade do que não existiu é a descoberta de que nada será como um dia poderia ter sido. Comecei a pensar muito sobre isso na época. Saudade, de um modo geral, o que ela é para cada um ? E foi pesando nisso que resolvi escrever algumas coisas sobre a saudade.
- SAUDADE, uma palavra exclusiva desse código de linguagem que chamamos de língua portuguesa. Nenhum outro idioma ou código possui tal palavra. Mas muito embora ela seja só nossa seus efeitos são universais. Não existe ser humano nesse mundo que nunca tenha padecido de saudades de algo ou alguém.
- SAUDADE está também presente na dicotomia espaço/tempo. Saudade de um tempo imorredouro, ou de um lugar, e por que não dos dois. Saudade de um lugar que ocupa espaço em um tempo que por sua vez não volta mais.
- Seria a saudade algo ruim ? Será que ela não pode ser um lugar onde buscamos refugio para nossas aflições e incertezas, pois é na saudade das lembranças que construímos um lugar seguro para o que de bom esteve em nosso passado. (saudade de um amigo, situação, etc)
- Acho que as pessoas colecionam objetos porque sentem saudades. E esses objetos remetem-nas a um tempo distante, ou não tanto, porém irretornável. Ao olha-los trazem consigo um monte de lembranças de sensações, pessoas, lugares, sentimentos. Objetos talvez sejam uma forma de materializar a saudade. Exteriorizando-a num espaço onde ele sempre será memorável.
- Quando engendramos pelos labirintos da saudade, buscamos algo dentro de nós que ficou para trás. É preciso reaviva-lo incondicionalmente, para isso recorremos a saudade. Ela sempre será nosso elo com o que quer que seja capaz de existir dentro de nós, ou até mesmo fora de nós.
- A saudade não precisa ser física, pode ser espiritual, mental, emocional, existem vários tipos de saudade. Descubra qual é a sua
- Saudade de sentir saudade, saudade por saudade...Meu Deus há tantas formas de sentir saudade
- Recordar é viver, quem recorda sente saudades. Será a vida uma eterna saudade ?
- SAUDADE é tempo, é onde a saudade deixa suas marcas mais visíveis. O tempo está em nós, logo sempre sentiremos saudades.
- A saudade é como o tempo, não importa se é passado, presente ou futuro, ela só faz sentido quando trazida potencialmente para o presente.
- Quem tem saudade, vive ou morre ?
- A saudade também pode ser algo reconfortante. Lembrar com muito gosto e carinho de algo que já passou, porém foi fundamental para algo bom acontecer num presente próximo.
- As estrelas refletem muito bem o que é a saudade. Pois suas luzes levam milhões de anos para cruzar o espaço e chegar até nós. Leva tanto tempo que quando a luz chega a estrela infelizmente já está morta. Dá saudades
- Nada mais terreno para dar saudades do que uma fotografia. É como a estrela ainda tem um certo brilho, mas é de um passado, que já morreu fisicamente, muito embora emocionalmente ainda esteja latente.
- Saudade é existencialismo. Seja de algo existente para nós ou não
- Desejar é saudade
- Saudade...ela nunca acaba. Enquanto houver saudade pode haver vida...
Bem é isso o que acho da saudade e você ? Cuidado para não mergulharem numa nostalgia excessivamente melancólica.
Beijo na alma e inté
terça-feira, 29 de julho de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
LA VI EN ROSE(PARTE I) PROFISSÃO:ALCANÇAR
Essa é a parte do blog onde falo do meu umbigo (ora limpo, ora sujo). Faço uma reflexão e emito, na caruda, um comentário, sobre algum assunto particular a mim, desses que não interessa a mais ninguém. Vamos lá
Você não tem nada a ver com isso, mas eu quero ser professor de História ou diretor/roteirista de cinema. Não que eu isso seja um desejo antigo. Optei pela História ao começar o Ensino Médio e por cinema resolvi adotar como segunda opção profissional a partir do 3º Ano do Ensino Médio.
Você estar se perguntando “o que o impede de seguir uma dessas profissões”. A resposta para a segunda é natural: tempo e grana. No cinema gasta-se muito para fazer cinema e não ganha-se quase nada com um filme. Mecanismos para captação de recursos que podem levar anos, distribuição insuficiente, e mais uma penca de fatores muito extensos para serem debatidos aqui. Já no tocante a História, o que me impede é o VESTIBULAR.
Desde 2005, quando concluí o Ensino Médio, tento ingressar numa Faculdade Publica. Na primeira tentativa eu não fui ver só para ver como era. Já fui disposto a passar, tinha uma certa preparação nos estudos e acreditei que com um pouco de esforço e sorte seria possível. Ledo engano. Meu desempenho me fez ficar a 4 pontos de ser aprovado até a última reclassificação. Levando-se em conta que no inicio faltavam 12,5, posso dizer que senti o cheiro lá distante da aprovação. Enquanto esperava não perdi tempo. Já em Janeiro de 2006 ingressei num pré-vestibular e cai matando nos estudos. Estudava de Segunda a sábado e até me feriados (menos aos Domingos ai já era demais). Quando na hora das provas só levei fumo. Com desempenho pior do que no ano anterior quando não fiz pré-vestibular. Ok, cursinho não é garantia de aprovação, mas há de se convir que com uma certa disciplina que eles impões, alguns macetes e você fazendo a sua parte tudo tende a ser melhor, eu nem cheguei perto disso. Entende isso.
Fiquei numa fase nebulosa. Ia jogar tudo para o alto. Fogo de palha. Me inscrevi para outro vestibular em 2007. E lá vem a surpresa. Foi meu melhor desempenho. Entretanto, não o suficiente para me classificar. Hoje, dia 22/07/08, saiu a última reclassificação. Faltavam 0,75 pontos, eu estava a menos de 2 passos do paraíso. Pois bem, não consegui. Por mais estranho que possa parecer já esperava por isso. Se um dia eu senti bem distante o leve aroma da aprovação, agora eu pude ver bem mais claramente seus contornos. Só faltou toca-los mesmo.
Na época do pré-vestibular tentei achar justificativas para a tosqueira que foi meu desempenho. Dizia não ter como competir com a pessoa que chegava para estudar as 7:30 da manhã e só saia as 18:00, e não se preocupava com mais nada além disso. Na época comecei a trabalhar meio expediente, tinha que pagar o pré, ajudar em casa entre outras preocupações que tive na época, principalmete na reta final do vestibular.Nesse mesmo período vi uma reportagem na TV sobre uma diarista que ralava de segunda a sábado, fazia cursinho a noite e passou para 4 faculdades publicas, para o curso de Direito em todas elas. Pronto. Me senti o bactéria da mosca da cocô do cavalo do bandido. Me recuperei depois.
No momento continuo tentando vestibular, já mirando 2009. E mesmo assim me sinto incomodado.
Sou auxiliar de escritório, é um empregos estável, só não quero ser isso a vida toda. Resolvi seguir a ideologia de atrelar realização pessoal a exercer uma profissão que julgo interessante para mim. Desencanei do lance do por dinheiro. Porém, no momento to nesse trabalho por dinheiro e por garantias. Não há nada de concreto que me instigue a largar tudo e ir atrás das minhas realizações. Não sou idealista, sou realista. Já tive esse fase de “sonhos acima de tudo”. No mundo real a gravidade (da situação e não da lei da Física) é mais forte e lhe ensina a ser coerente e cuidadoso. Pouco a pouco busco formas de chegar lá onde almejo. Porém hoje tudo pareceu mais nebuloso, incerto e distante do que o normal.
Você não tem nada a ver com isso, mas eu quero ser professor de História ou diretor/roteirista de cinema. Não que eu isso seja um desejo antigo. Optei pela História ao começar o Ensino Médio e por cinema resolvi adotar como segunda opção profissional a partir do 3º Ano do Ensino Médio.
Você estar se perguntando “o que o impede de seguir uma dessas profissões”. A resposta para a segunda é natural: tempo e grana. No cinema gasta-se muito para fazer cinema e não ganha-se quase nada com um filme. Mecanismos para captação de recursos que podem levar anos, distribuição insuficiente, e mais uma penca de fatores muito extensos para serem debatidos aqui. Já no tocante a História, o que me impede é o VESTIBULAR.
Desde 2005, quando concluí o Ensino Médio, tento ingressar numa Faculdade Publica. Na primeira tentativa eu não fui ver só para ver como era. Já fui disposto a passar, tinha uma certa preparação nos estudos e acreditei que com um pouco de esforço e sorte seria possível. Ledo engano. Meu desempenho me fez ficar a 4 pontos de ser aprovado até a última reclassificação. Levando-se em conta que no inicio faltavam 12,5, posso dizer que senti o cheiro lá distante da aprovação. Enquanto esperava não perdi tempo. Já em Janeiro de 2006 ingressei num pré-vestibular e cai matando nos estudos. Estudava de Segunda a sábado e até me feriados (menos aos Domingos ai já era demais). Quando na hora das provas só levei fumo. Com desempenho pior do que no ano anterior quando não fiz pré-vestibular. Ok, cursinho não é garantia de aprovação, mas há de se convir que com uma certa disciplina que eles impões, alguns macetes e você fazendo a sua parte tudo tende a ser melhor, eu nem cheguei perto disso. Entende isso.
Fiquei numa fase nebulosa. Ia jogar tudo para o alto. Fogo de palha. Me inscrevi para outro vestibular em 2007. E lá vem a surpresa. Foi meu melhor desempenho. Entretanto, não o suficiente para me classificar. Hoje, dia 22/07/08, saiu a última reclassificação. Faltavam 0,75 pontos, eu estava a menos de 2 passos do paraíso. Pois bem, não consegui. Por mais estranho que possa parecer já esperava por isso. Se um dia eu senti bem distante o leve aroma da aprovação, agora eu pude ver bem mais claramente seus contornos. Só faltou toca-los mesmo.
Na época do pré-vestibular tentei achar justificativas para a tosqueira que foi meu desempenho. Dizia não ter como competir com a pessoa que chegava para estudar as 7:30 da manhã e só saia as 18:00, e não se preocupava com mais nada além disso. Na época comecei a trabalhar meio expediente, tinha que pagar o pré, ajudar em casa entre outras preocupações que tive na época, principalmete na reta final do vestibular.Nesse mesmo período vi uma reportagem na TV sobre uma diarista que ralava de segunda a sábado, fazia cursinho a noite e passou para 4 faculdades publicas, para o curso de Direito em todas elas. Pronto. Me senti o bactéria da mosca da cocô do cavalo do bandido. Me recuperei depois.
No momento continuo tentando vestibular, já mirando 2009. E mesmo assim me sinto incomodado.
Sou auxiliar de escritório, é um empregos estável, só não quero ser isso a vida toda. Resolvi seguir a ideologia de atrelar realização pessoal a exercer uma profissão que julgo interessante para mim. Desencanei do lance do por dinheiro. Porém, no momento to nesse trabalho por dinheiro e por garantias. Não há nada de concreto que me instigue a largar tudo e ir atrás das minhas realizações. Não sou idealista, sou realista. Já tive esse fase de “sonhos acima de tudo”. No mundo real a gravidade (da situação e não da lei da Física) é mais forte e lhe ensina a ser coerente e cuidadoso. Pouco a pouco busco formas de chegar lá onde almejo. Porém hoje tudo pareceu mais nebuloso, incerto e distante do que o normal.

quinta-feira, 17 de julho de 2008
Paleta de cores primárias

Qual é a cor da vida para você ? Preto e branco ? Azul, rosa, laranja, verde ? Um mixto de tudo isso talvez ? Bem, seja como for acho que dificilmente as pessoas vêem a vida através de uma só cor. Claro, há momento em que está “tudo azul”, dos dias cinzentos e até um dia onde as coisas precisam ser objetivas tipo tudo em preto e branco ?
As vezes penso na naqueles que vêem a vida em preto e branco. Cores que movimenta-se sem se misturar. O preto é um borrão indistinguível onde olha-se e faz-se força para dar sentido aquilo. Essas pessoas só acreditam na vida pelo sentido que você a força ter. São capazes dos maiores extremismos, decisões unilaterais. Gente de muita força e vontade e pouca noção
Os que vêem a vida em cor de rosa. Tudo é belo, e o que não é tão belo simplesmente passa a ser ignorado. Essas pessoas acreditam serem capazes de limar a existência de algo só pelo simples fato de não crerem naquilo, e o fazem com muito radicalismo. Certa vez uma amiga me disse que “que pessoas muito radicais são assim por que tem algo a esconder”, pois bem esse povo da cor de rosa é bem assim. Mal sabem elas que nada deixará de existir pelos simples fato de não acreditarem. A principal diferença deles para os que vêem a vida em preto em branco é que os primeiros não acreditam naquilo capaz de existir além de suas visões, enquanto os segundos admitem essa existência, entretanto não gostam e lutam para suprimi-la
Há aqueles para os quais a vida é sempre azul, igual a um céu de brigadeiro. Nada está totalmente fora de lugar, sempre há algo certo para suprimir o que errado. Não há problema totalmente insolúvel. Onde é sempre importante achar nova soluções do que remoer antigos problemas. E apesar disso não são serelepes inveterados, pelo contrário, são pessoas com o pé no chão e cabeça no lugar.
Quem vive com paixão vive em vermelho. Leva tudo ao extremo do muito prazeroso ou do muito melancólico. Digo prazer pois para eles é o único caminho (ou descaminho) a se trilhar. Hedonismo em primeiro lugar. São pessoas nada reservadas, e as vezes se camuflam por entre as aparências mais frágeis ou inesperadas. Vão da ira a paixão num piscar de olhos. Fazem de cada momento o único, último e primeiro. O caminho deles é basicamente cada manhã, na há ontem e nem hoje, só mesmo o agora e sempre
Tentando conciliar um pouco de tudo, e ainda assim sendo tão singulares quanto as outras cores temos os “cinzentos”. Para eles não há tanta pureza e nem tudo é tão facilmente distinguível. Não são do bem reinante e nem do mal absoluto. Tem ciência de tudo o que há independente de suas crenças, e na medida do possível procuram respeitar, só não lhes peça para acreditar. Tem dias bons, e gostam disso como qualquer um de nós. E dias ruins e reclamam, porém procuram aceitar numa boa, e depois que passam acaba para eles, morreu mesmo. São metódicos. Isso os impossibilita de viverem com a paixão a flor da pele, sabe tipos precavidos. Não seguem regras gerais, tem sua própria conduta e reclama dos outros metódicos generalizados. Só que no final sempre acabam ficando em cima do muro.
E você ? Está em qual cor ?
As vezes penso na naqueles que vêem a vida em preto e branco. Cores que movimenta-se sem se misturar. O preto é um borrão indistinguível onde olha-se e faz-se força para dar sentido aquilo. Essas pessoas só acreditam na vida pelo sentido que você a força ter. São capazes dos maiores extremismos, decisões unilaterais. Gente de muita força e vontade e pouca noção
Os que vêem a vida em cor de rosa. Tudo é belo, e o que não é tão belo simplesmente passa a ser ignorado. Essas pessoas acreditam serem capazes de limar a existência de algo só pelo simples fato de não crerem naquilo, e o fazem com muito radicalismo. Certa vez uma amiga me disse que “que pessoas muito radicais são assim por que tem algo a esconder”, pois bem esse povo da cor de rosa é bem assim. Mal sabem elas que nada deixará de existir pelos simples fato de não acreditarem. A principal diferença deles para os que vêem a vida em preto em branco é que os primeiros não acreditam naquilo capaz de existir além de suas visões, enquanto os segundos admitem essa existência, entretanto não gostam e lutam para suprimi-la
Há aqueles para os quais a vida é sempre azul, igual a um céu de brigadeiro. Nada está totalmente fora de lugar, sempre há algo certo para suprimir o que errado. Não há problema totalmente insolúvel. Onde é sempre importante achar nova soluções do que remoer antigos problemas. E apesar disso não são serelepes inveterados, pelo contrário, são pessoas com o pé no chão e cabeça no lugar.
Quem vive com paixão vive em vermelho. Leva tudo ao extremo do muito prazeroso ou do muito melancólico. Digo prazer pois para eles é o único caminho (ou descaminho) a se trilhar. Hedonismo em primeiro lugar. São pessoas nada reservadas, e as vezes se camuflam por entre as aparências mais frágeis ou inesperadas. Vão da ira a paixão num piscar de olhos. Fazem de cada momento o único, último e primeiro. O caminho deles é basicamente cada manhã, na há ontem e nem hoje, só mesmo o agora e sempre
Tentando conciliar um pouco de tudo, e ainda assim sendo tão singulares quanto as outras cores temos os “cinzentos”. Para eles não há tanta pureza e nem tudo é tão facilmente distinguível. Não são do bem reinante e nem do mal absoluto. Tem ciência de tudo o que há independente de suas crenças, e na medida do possível procuram respeitar, só não lhes peça para acreditar. Tem dias bons, e gostam disso como qualquer um de nós. E dias ruins e reclamam, porém procuram aceitar numa boa, e depois que passam acaba para eles, morreu mesmo. São metódicos. Isso os impossibilita de viverem com a paixão a flor da pele, sabe tipos precavidos. Não seguem regras gerais, tem sua própria conduta e reclama dos outros metódicos generalizados. Só que no final sempre acabam ficando em cima do muro.
E você ? Está em qual cor ?
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Ouvindo o silêncio dos cordeiros
Um papo meio cinéfilo. O título acima foi tirado do filme "O silêncio dos inocentes",cujo titulo original é "The silence for lambs",no bom português "o silêncio dos cordeiros". Essa expressão é uma referência a personagem Clarice Starling (interpretada por Jodie Foster). Detetive do FBI ela empenha-se numa investigação a caça de um serial killer chamado Buffalo Bill, que mata suas vitimas e remove partes de sua pele para confeccionar uma roupa. Para tal Clarice recorre ao mais notório serial killer, Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins).
O médico/monstro fica intrigado com a determinação nada convencional de Clarice, mesmo para uma policial num caso tão extremado, e resolve indaga-la o por que disso, E o faz através de um interessante jogo psicológico. Hannibal descobre que na infância, após a morte de seu pai policial, Clarice foi morar com seus tios numa fazenda onde havia uma criação de cordeiros. Numa certa manhã de primavera, Clarice foi despertada por sons de gemidos de cordeiros. Levantou-se intrigada e assustada e foi averiguar. Vai até um celeiro muito grande e descobre que lá os cordeiros estavam sendo abatidos. Numa ato desesperado Clarice abre o cercado onde estavam e ainda pega um deles no colo e foge dali. Clarice muito pequena e o cordeiro um tanto grande para ela ,e acaba tomabando no meio do caminho, enquanto era alcançada pelo marido de sua tia, furioso com sua atitude.
Durante seu crescimento Clarice vivia tendo pesadelos onde escutava os sons dos animais sendo abatidos. Sua disposição em resolver os tais assassinatos do Buffalo Bill residia na esperança de preservar inocentes e ao mesmo tempo parar de escutar os gritos dos pobres cordeiros que ela não conseguira salvar
Clarice fora bem sucedida em sua missão. Porém lamento que o silêncio dos cordeiros que ouço não me tranquilizem.
O grito sempre foi tido como um alerta, a via pela qual exteriorizar-se algo, em geral não muito positivo. Ou pela menos era sempre assim na época do "preto e branco".Enquanto o silêncio era a configuração primaz da paz. Aquela velha máxima do "quem cala conscente" está ai para sinalizar o quão negativo o silêncio pode ser. Tornou-se sinônimo de medo, perplexidade, horror, falsa paz e aceitação
Na época da segunda guerra os nazistas diziam que os soldados ingleses eram leões comandados por cordeiros. Talvez o cordeiro não seja assim essa representação tão pura da inocência. Atualmente os cordeiros estão até matando os lobos. ´
Dizem que as maiores mensagens são passadas na elouqüência do silêncio. Hum...não é a toa que os gritos de silêncio andam mais intensos do que os gritos de manifestação.
Sabem, se eu encontrasse Clarice Starling lhe diria o quanto os cordeiros me incomodam com seu silêncio.

O médico/monstro fica intrigado com a determinação nada convencional de Clarice, mesmo para uma policial num caso tão extremado, e resolve indaga-la o por que disso, E o faz através de um interessante jogo psicológico. Hannibal descobre que na infância, após a morte de seu pai policial, Clarice foi morar com seus tios numa fazenda onde havia uma criação de cordeiros. Numa certa manhã de primavera, Clarice foi despertada por sons de gemidos de cordeiros. Levantou-se intrigada e assustada e foi averiguar. Vai até um celeiro muito grande e descobre que lá os cordeiros estavam sendo abatidos. Numa ato desesperado Clarice abre o cercado onde estavam e ainda pega um deles no colo e foge dali. Clarice muito pequena e o cordeiro um tanto grande para ela ,e acaba tomabando no meio do caminho, enquanto era alcançada pelo marido de sua tia, furioso com sua atitude.
Durante seu crescimento Clarice vivia tendo pesadelos onde escutava os sons dos animais sendo abatidos. Sua disposição em resolver os tais assassinatos do Buffalo Bill residia na esperança de preservar inocentes e ao mesmo tempo parar de escutar os gritos dos pobres cordeiros que ela não conseguira salvar
Clarice fora bem sucedida em sua missão. Porém lamento que o silêncio dos cordeiros que ouço não me tranquilizem.
O grito sempre foi tido como um alerta, a via pela qual exteriorizar-se algo, em geral não muito positivo. Ou pela menos era sempre assim na época do "preto e branco".Enquanto o silêncio era a configuração primaz da paz. Aquela velha máxima do "quem cala conscente" está ai para sinalizar o quão negativo o silêncio pode ser. Tornou-se sinônimo de medo, perplexidade, horror, falsa paz e aceitação
Na época da segunda guerra os nazistas diziam que os soldados ingleses eram leões comandados por cordeiros. Talvez o cordeiro não seja assim essa representação tão pura da inocência. Atualmente os cordeiros estão até matando os lobos. ´
Dizem que as maiores mensagens são passadas na elouqüência do silêncio. Hum...não é a toa que os gritos de silêncio andam mais intensos do que os gritos de manifestação.
Sabem, se eu encontrasse Clarice Starling lhe diria o quanto os cordeiros me incomodam com seu silêncio.

terça-feira, 15 de julho de 2008
Tudo começou...
Olá. Me chamo Renato Lopes. E coloquei o nome de Magnólia no meu blog por ser um nome que gosto muito. Sério mesmo.
Certa vez conversando com uns amigos disse que se um dia fosse pai de uma menina seu nome seria Magnólia, e se eu mesmo fosse mulher gostaria de ter esse nome. Não venham me perguntar o porque, só sei que gosto e pronto. É um lance assim meio louco. A algum tempo atrás passava mensagens SMS para alguns amigos e sempre assinava como Magnólia, porém a mensagem era como se a tal Magnólia estivesse falando. Chama eles de tios, elas de tias. Tenho uma amiga que dizia que Magnólia era uma espécide de "Brás Cubas as avessas" (numa referência ao livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis.
Nomes são uma coisa engraçada. É como se eles dissessem muito sobre nós. Certa vez numa roda de amigos, todos já meio chapados, falávamos de nomes e contei o caso da Magnólia. Foi riso geral. Mas o pior mesmo foi quando minha santa irmã disparou que meu nome seria "Sebastião Amaro". A graça tomou todos de assalto. Na hora pensei que por todos estarem meio grogues no dia seguinte passaria. Que nada. Tinha nego que me gritava do outro lado da rua "fala ai Sebastião Amáro". No Orkut foi um tal de "Tiãozinho" pra cá, pra lá. E o pior é que o negócio pegou. Fazer o que.
Eu gosto de nomes diferentes. E acho que tem mais graça em mulheres. É um lance meio fetichista mesmo. Que efeito tem uma mulher chamada "Céu" ou "Terra", ou "Athena". Loucura não acham
Loucura maior é andar na rua imaginando que nomes as pessoas teriam. Eu faço isso até hoje. Sempre dou uma manjada em alguém na rua o imagino um nome para aquela pessoa, e a reboque sempre imagino personalidade, ocupação e por ai vai. Engraçado também é ouvir um nome sem ver a pessoa e imaginar como ela é. Onde trabalho lido muito com as pessoas por telefone, um lance assim muito infromal (não sou atendente de telemarketing). falo com pessoas de todos os lugares do Brasil. Escuto sotques que vão do Oiapoque ao Chui e sempre imagino como é aquela pessoa, fisicamente e psicologicamente. A uns 3 anos conversso semanalmente com as mesmas pessoas e só as conheço assim. Maioria delas estão bem distantes, se um dia eu pudsse gostaria de ir até elas só para dizer "oi eu se aquele cara com quem você trata de serviços a 3 anos só por telefone". Seria no minimo interessante. Muito embora conhecer uma pessoa está muito além de simplesmente ve-la.
Saindo um pouco do campo nomes e indo para o campo idéias. Nesse blog vou postar de tudo e de nada. Falar o que der na telha. E quem quiser sugerir algo beleza. Comunicação é alma do negócio.
Sempre quis ter uma Magnólia em minha vida, e acho que criei uma. E como tal vou procurar cuidar dela com carinho lhe trazendo o que há de melhor para se falar
Tenho um outro blog chamado http://www.orelojoeiro86.blogspot.com/. Nesse daí o assunto gira me torno de Tempo e espaço e suas implicações em nossas vidas. Pretensioso, não. Imagina é só distração mesmo
Sejam todos bem vindos. Beijo na alma
Certa vez conversando com uns amigos disse que se um dia fosse pai de uma menina seu nome seria Magnólia, e se eu mesmo fosse mulher gostaria de ter esse nome. Não venham me perguntar o porque, só sei que gosto e pronto. É um lance assim meio louco. A algum tempo atrás passava mensagens SMS para alguns amigos e sempre assinava como Magnólia, porém a mensagem era como se a tal Magnólia estivesse falando. Chama eles de tios, elas de tias. Tenho uma amiga que dizia que Magnólia era uma espécide de "Brás Cubas as avessas" (numa referência ao livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis.
Nomes são uma coisa engraçada. É como se eles dissessem muito sobre nós. Certa vez numa roda de amigos, todos já meio chapados, falávamos de nomes e contei o caso da Magnólia. Foi riso geral. Mas o pior mesmo foi quando minha santa irmã disparou que meu nome seria "Sebastião Amaro". A graça tomou todos de assalto. Na hora pensei que por todos estarem meio grogues no dia seguinte passaria. Que nada. Tinha nego que me gritava do outro lado da rua "fala ai Sebastião Amáro". No Orkut foi um tal de "Tiãozinho" pra cá, pra lá. E o pior é que o negócio pegou. Fazer o que.
Eu gosto de nomes diferentes. E acho que tem mais graça em mulheres. É um lance meio fetichista mesmo. Que efeito tem uma mulher chamada "Céu" ou "Terra", ou "Athena". Loucura não acham
Loucura maior é andar na rua imaginando que nomes as pessoas teriam. Eu faço isso até hoje. Sempre dou uma manjada em alguém na rua o imagino um nome para aquela pessoa, e a reboque sempre imagino personalidade, ocupação e por ai vai. Engraçado também é ouvir um nome sem ver a pessoa e imaginar como ela é. Onde trabalho lido muito com as pessoas por telefone, um lance assim muito infromal (não sou atendente de telemarketing). falo com pessoas de todos os lugares do Brasil. Escuto sotques que vão do Oiapoque ao Chui e sempre imagino como é aquela pessoa, fisicamente e psicologicamente. A uns 3 anos conversso semanalmente com as mesmas pessoas e só as conheço assim. Maioria delas estão bem distantes, se um dia eu pudsse gostaria de ir até elas só para dizer "oi eu se aquele cara com quem você trata de serviços a 3 anos só por telefone". Seria no minimo interessante. Muito embora conhecer uma pessoa está muito além de simplesmente ve-la.
Saindo um pouco do campo nomes e indo para o campo idéias. Nesse blog vou postar de tudo e de nada. Falar o que der na telha. E quem quiser sugerir algo beleza. Comunicação é alma do negócio.
Sempre quis ter uma Magnólia em minha vida, e acho que criei uma. E como tal vou procurar cuidar dela com carinho lhe trazendo o que há de melhor para se falar
Tenho um outro blog chamado http://www.orelojoeiro86.blogspot.com/. Nesse daí o assunto gira me torno de Tempo e espaço e suas implicações em nossas vidas. Pretensioso, não. Imagina é só distração mesmo
Sejam todos bem vindos. Beijo na alma
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