A frase acima é de praxe quando estamos passando um mau momento na vida, serve para lembrar que é passageiro. Poucos ousam dize-la num bom momento, para catucar e lembrar "aproveite pois daqui a pouco pode não ter mais"
Tem sempre uma fase ou outra para nos marcar. No meu caso foram duas: quando eu tinha entre 15 e 18 anos a fase do "eu vou saber e fazer de tudo e encontrar a grande verdade" e outra, esta terminada muito recentemente, a fase do "beber,cair e levantar". Na primeira era muito idealista, acreditava piamente que uma misteriosa força me guiava para uma utopia onde poucos tinham acesso e lá encontraria a grande verdade. Na segunda foi a fase do extravassa, farra sempre que podia (e não podia), bebedeira gratuita e outras coisas mais, que por uma questão de bom senso e para não ofender sensibilidades alheias não vou publicar aqui (fica para uma próxima)
Sai da primeira fase por um motivo: aprendi a ter paciência, passei a ser menos ansioso e afoito. Não dá para abraçar o mundo com as pernas (nem a Ana Hickman com aquele par de pernas maravilhosas consegue fazer isso). Querer tudo ao mesmo tempo e agora para que ? E o depois ? E para amanhã e para os outros ? E o que fazer com a grande verdade ? Nem sei sua finalidade (e agora penso será que ela existe ?). Prefiro, em partes, a delicia das incertezas. Da segunda fase sai por simplesmente ter cansado. Fiz coisas inacreditáves, tipo histórias para contar para os filhos e netos e relembrar com os amigos
Atualmente estou entrando numa fase sóbria e responsável. Menos ansioso, poucas dúvidas e um mais certeza de finalmente estar acertando aquilo que quero da vida. E faço isso sem parecer utópico ou idealista, é só meu caminho
O grande barato, ou seria ignorância mesmo, era minha descrença nas fases da vida. Em muitas horas tudo sempre me pareceu muito absoluto "eu sou assim, a vida é assim e pronto". Gosto muito de História, ela estuda mudanças e transformações numa sociedade e ajuda a captar como essas mudanças podem afetar os individuos de uma sociedade e de um tempo. Estudando-a aprendi a ver e identificar essas mudanças e até mesmo a aglutina-las num período temporal com as mesmas características. Só não aprendi a detectar mudanças em mim e as vezes até aceitar. Não tenho complexo com relação a nada que é novo, porém me incomoda quando esse novo passa a exigir de mim uma certa mudança de comportamento. Não para aceita-lo, e sim para entende-lo, e partir daí formular todo um pensamento para aceita-lo, ou não e meus motivos.
Hoje vendo com certo distanciamento temporal, realmente tudo são fases. Chegam, dão seu recado, ou fazem seu estrago e saem à francesa. Coitado de quem não as percebe, ou no meu caso, as aceita.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
O BRUXO QUE COMANDO A RESSACA
Hoje, 29/09/2008, é o centenário da morte de Machado de Assis, um dos maiores expoentes da Literatura em lingua portuguesa. Não vou fazer uma explanação sobre sua obra, não sou nenhhum especialista "machadiano", nem comentar todas as suas obras, afinal só li dois livros seus "Dom Casmurro" e "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e alguns contos.Ficar aqui e enumerar todas as suas qualidades como escritor e contribuidor parqa lingua portuguesa seria no minimo redundante e até deselegante, algo tipico de Faustão. O que me leva a citar essa data tão solene aqui é pela sua importância e pela admiriação que tenho por esse escritor. O texto a seguir é mais de um fã e curioso do que de um especialista.
Dizem que ler Machado de Assis é entender um pouco daquele Rio de Janeiro em fins de Império e inicio de República. Machado o faz sem se referir diretamente e indiretamente a nenhum evento histórico que norteou aquele época. Seu Rio de Janeiro é o mais destópico possível. Somos conduzidos pelas ruas dessa capital provinciana e pretensiosa, sem ser direto em apontar um evento histórico especifico Machado acerta em cheio o leitor quando lhe sugere tentar entender o Rio só pelas passagens que retrata em situações tão corriqueiras daquele período, em poucas palavras são sintetiazados usos e costumes. Particularmente a cada página eu vou moldado na minha cabeça aquele Rio de Janeiro pelo ponto de vista do autor e suas personagens.
Os personagens são um show a parte. O deboche e descaso de Brás Cubas é dar inveja a qualquer cinico ou politico. Sem meias palavras ou moralismo Brás Cubas se converte numa quase paródia de sua época e cultura. Poucos personagens se permitiriam a compreensão que Brás Cubas tem, enquanto o prórprio não se importa, daí emana sua solidão e melancolia, Sim eu o acho um melancíolico e amargurado com algo, percebido de acordo com o ponto de vista de quem ler. No meu caso eu o acho amargurado por não ter tido a oportunidade de falar aquilo que todos falam, fingir como todos fingem. Ser comum.
Agora Dom Casmurro é um caso a parte. Quem leu, e quem nunca leu, sempre se pergunta "Capitu traiu ou não Bentinho ?" Sinceramente isso não me importa tanto. Como um romance psicológico, Machado o escreve de forma abrangente,infática e sem ser pendante (os personagens dele são assim, agora Machado nunca). Como não rir de Bentinho e suas neuroses, ciúmes e manias. Como não se deleitar a casa descrição de Capitu. Aliás isso é o mais fenomenal, uma descrição mais abrangente de cara ("olhos de ressaca") e outras vão a complementando. É como se Bentinho recordasse dela aos poucos, ou por se tratar de memórias, pode ser entendido como alguém exorcizando seus demônios dos poucos e por isso vai merdendo gradativamente o medo de recordar e descrever. Ao mesmo tempo em que surge a pergunta, o quanto daquilo é real e o quanto é imaginação de Bentinho, vide a dúvida sobre a traição de Capitu.
O que é mais chocante nessa obra ? Fico lá imaginando o pobre Bentinho, sempre apaixonado por Capitu e de repente com a dúvida na cabeça a respeito de sua cornitude. Também me remoe saber como era exatemente o caráter de Capitu. Em nenhum momento Bentinho a idealiza, as tenho a impressão de suas memórias serem o requiem para a sanidade e a perspectiva do ser humano. Sua visão sobre ela transforma-se com o passar do tempo. É uma espiral decrescente do inico ao fim. Nada foi por acaso, ou de uma hora para outra. Penso sobre a traição, sobre o desvairio de Bentinho, o amor deles. Muito embora ache todas as situações de um humor negro impecável, há a tristeza, decepção. Se for lido com o espirito de emoção, é para levar as lágrimas. Se for lido com espirito de Brás Cubas é para rir, nada de gargalhar, apenas rir.
Não li Esaú e Jacó, Memorial de Aires ou Quincas Borba, por falta de tempo e uma certa preguiça. Mas assim que puder irei le-las e quem sabe rir ou me emocionar.
Bem fica aqui minha homenagem a Machado de Assis, e minha recomendação para lerem suas obras. Vale muito a pena.
Beijo na alma e inté
terça-feira, 16 de setembro de 2008
LA VI EN ROSE (PARTE IV): UM TOQUE DE VIDA
Meu umbigo gira e o mundo precisa acompanha-lo. Vamos nessa
Não tenho nenhum vicio televisivo. Não acompanho novelas, dificilmente vejo algum filme na TV e seriados não são muito minha praia (com rarissimias exceções). Só recorro a TV para ver Chaves e o Pica-Pau. Quando ficava de bobeira em casa durante a semana via "MEU AMIGO DA ESCOLA É UM MACACO" "JOHNNY BRAVO" E "AS TERRIVEIS AVENTURAS DE BILLY E MANDY" (como faz uma data que não fico em casa durante a semana será que esses desenhos ainda persistem ?). E como não poderia deixar de ser já tive minha fase de fissura em animes "DRAGON BALL" "CAVALEIROS DO ZODIACO" e por ai vai.
Seriados costuma ser quase tão enfadonhos quanto uma novela. Embora tenha gostado muito da 1º e 2º temporadas do "24 HORAS". A pouco tempo uma amiga me falou de um seriado a TV a Cabo (não tenho esse privilégio) chamdo "PUSHING DAISIES". Li algumas coisas a respeito e vi algumas fotos. Com uma premissa interessante e um visual que mistura filmes do Tim Burton com "O FABULOSO DESTINO DE AMELIE POULAIN" resolvi alugar a primeira temporada. Não deu outra, virei fã.
A história é a seguinte. Ned é um cara que quando ainda criança descobriu ter um dom incomum. Pode ressucitar as pessoas com apenas um toque. Porém se ele tocar um ressucitado novamente a pessoa morre para sempre. Se essa pessoa fica viva por mais de um minuto outra pessoa próxima morre aleatóriamente. Ned temendo os percalçõs que tal habilidade pode trazer procura se isolar um pouco. Monta uma loja de tortas e procura viver sem miores problemas. Até que num belo dia um detetive particular chamdo Emerson descobre sua habilidade e propõe a ele uma sociedade. Em casos de assassinato os quais são oferecidos recompensas para quem desvendar o crime, Ned e Emerson ressucitariam a vitima por um minuto e perguntariam quem a matou e por que. Recebida e recompensa esta seria dividida e tudo ok.
Tudo ia de vento em polpa. Um dia ao investigarem o assassinato de uma garota, Ned descobre conhece-la, é Chuck, seu primeiro amor ainda na infância, do qual foi afastado (por um motivo que não será revelado aqui). Não demora para o amor falar mais alto e Ned meter os pés pelas mãos. Ela a ressucita e não a mata de novo, decide viver com ela. O que vem a partir daí só vendo para crer.
O grande barato, além do tom jocosamente exagerado ( a série conta com um narrador hilário) e seu visual no melhor livro infantil com gravuras, "PUSHING DAISIES" tem sua força na relação de Ned com Chuck. Sem poderm se tocar, pois isso acarretaria na morte definitiva dela, são extraídos dessa relacionamento as situaçõe mais engraçadas, românticas e por que não filosóficas
A impossibilidade desse contato físico faz os dois elaborarem formas criativas, seja com atos, gestos ou palavras, para demonstrarem e viverem esse amor. A falta do toque é só um detalhe, ora incômodo, ora cômico, mas nem por isso insuperável. Eles não são um casal "down" (só as vezes, faz parte). Não gastam a saliva discutindo a relação, é simples, eles se amam, já deixaram isso bem claro um para o outro, é o famoso dito e feito e pronto.
É inevitável não evocar as imagens desses casais de hoje em dia, que nem um toque, gesto ou olhar, sonseguem expressar seus sentimentos pelo próximo(a). São praticantes da doutrina do "coração calado". Aguardam o épico dia em que aquele(a) que amam irá descobrir o sentimento do outro e se entregar. esqueceram-se de falarem, soltar o verbo, esse sempre será o melhor meio.
Alguns não dizem nada por temerem usar palavras repetidas. Bobagem. Todas as palavras já foram ditas ou escritas, e estão ai para isso. O diferencial sempre será a forma como a mensagem for dirigida, o peso será avaliado pela intensidade do seu coração em exprimir essas palavras. Isso sempre será o inicio, ou o fim caso não seja bem interpretado ou não-correspondido. Ned e Chuck vivem o amor de atmosfera, estar ao lado de quem se gosta, conpartilhando um espaço, um momento ou palavras de carinho. E o fazem sem melancolia (embora as vezes seja preciso no amor). Não há volúpia, torpor ou transgressão, é simplesmete amor. E isso jamais seria possível se ambos não dissessem, assumissem. Esqueça o "tão perto e tão longe". Existem pessoas que mesmo com todo o contato físico possível parecem sempre estar longe, isso é devido a falta de comunicação, a palavra minguada.
O amor é uma cruzada em busca da melhor forma de amar. Quando na verdade não há necessidade de ser ir tão longe, está tudo tão próximo. É só uma questão de dizer com a voz do fogo do coração, aquela que dissipa todas as dúvidas e medos. Ned e Chuck o fazem constantemente, por isso apesar da situação incomum são bem resolvidos. O lance é dizer. "O que virá depois disso ?" vocês podem estar se perguntando... é só viver e descobrir, será como um toque de vida.

Beijo na alma e inté
Não tenho nenhum vicio televisivo. Não acompanho novelas, dificilmente vejo algum filme na TV e seriados não são muito minha praia (com rarissimias exceções). Só recorro a TV para ver Chaves e o Pica-Pau. Quando ficava de bobeira em casa durante a semana via "MEU AMIGO DA ESCOLA É UM MACACO" "JOHNNY BRAVO" E "AS TERRIVEIS AVENTURAS DE BILLY E MANDY" (como faz uma data que não fico em casa durante a semana será que esses desenhos ainda persistem ?). E como não poderia deixar de ser já tive minha fase de fissura em animes "DRAGON BALL" "CAVALEIROS DO ZODIACO" e por ai vai.
Seriados costuma ser quase tão enfadonhos quanto uma novela. Embora tenha gostado muito da 1º e 2º temporadas do "24 HORAS". A pouco tempo uma amiga me falou de um seriado a TV a Cabo (não tenho esse privilégio) chamdo "PUSHING DAISIES". Li algumas coisas a respeito e vi algumas fotos. Com uma premissa interessante e um visual que mistura filmes do Tim Burton com "O FABULOSO DESTINO DE AMELIE POULAIN" resolvi alugar a primeira temporada. Não deu outra, virei fã.
A história é a seguinte. Ned é um cara que quando ainda criança descobriu ter um dom incomum. Pode ressucitar as pessoas com apenas um toque. Porém se ele tocar um ressucitado novamente a pessoa morre para sempre. Se essa pessoa fica viva por mais de um minuto outra pessoa próxima morre aleatóriamente. Ned temendo os percalçõs que tal habilidade pode trazer procura se isolar um pouco. Monta uma loja de tortas e procura viver sem miores problemas. Até que num belo dia um detetive particular chamdo Emerson descobre sua habilidade e propõe a ele uma sociedade. Em casos de assassinato os quais são oferecidos recompensas para quem desvendar o crime, Ned e Emerson ressucitariam a vitima por um minuto e perguntariam quem a matou e por que. Recebida e recompensa esta seria dividida e tudo ok.
Tudo ia de vento em polpa. Um dia ao investigarem o assassinato de uma garota, Ned descobre conhece-la, é Chuck, seu primeiro amor ainda na infância, do qual foi afastado (por um motivo que não será revelado aqui). Não demora para o amor falar mais alto e Ned meter os pés pelas mãos. Ela a ressucita e não a mata de novo, decide viver com ela. O que vem a partir daí só vendo para crer.
O grande barato, além do tom jocosamente exagerado ( a série conta com um narrador hilário) e seu visual no melhor livro infantil com gravuras, "PUSHING DAISIES" tem sua força na relação de Ned com Chuck. Sem poderm se tocar, pois isso acarretaria na morte definitiva dela, são extraídos dessa relacionamento as situaçõe mais engraçadas, românticas e por que não filosóficas
A impossibilidade desse contato físico faz os dois elaborarem formas criativas, seja com atos, gestos ou palavras, para demonstrarem e viverem esse amor. A falta do toque é só um detalhe, ora incômodo, ora cômico, mas nem por isso insuperável. Eles não são um casal "down" (só as vezes, faz parte). Não gastam a saliva discutindo a relação, é simples, eles se amam, já deixaram isso bem claro um para o outro, é o famoso dito e feito e pronto.
É inevitável não evocar as imagens desses casais de hoje em dia, que nem um toque, gesto ou olhar, sonseguem expressar seus sentimentos pelo próximo(a). São praticantes da doutrina do "coração calado". Aguardam o épico dia em que aquele(a) que amam irá descobrir o sentimento do outro e se entregar. esqueceram-se de falarem, soltar o verbo, esse sempre será o melhor meio.
Alguns não dizem nada por temerem usar palavras repetidas. Bobagem. Todas as palavras já foram ditas ou escritas, e estão ai para isso. O diferencial sempre será a forma como a mensagem for dirigida, o peso será avaliado pela intensidade do seu coração em exprimir essas palavras. Isso sempre será o inicio, ou o fim caso não seja bem interpretado ou não-correspondido. Ned e Chuck vivem o amor de atmosfera, estar ao lado de quem se gosta, conpartilhando um espaço, um momento ou palavras de carinho. E o fazem sem melancolia (embora as vezes seja preciso no amor). Não há volúpia, torpor ou transgressão, é simplesmete amor. E isso jamais seria possível se ambos não dissessem, assumissem. Esqueça o "tão perto e tão longe". Existem pessoas que mesmo com todo o contato físico possível parecem sempre estar longe, isso é devido a falta de comunicação, a palavra minguada.
O amor é uma cruzada em busca da melhor forma de amar. Quando na verdade não há necessidade de ser ir tão longe, está tudo tão próximo. É só uma questão de dizer com a voz do fogo do coração, aquela que dissipa todas as dúvidas e medos. Ned e Chuck o fazem constantemente, por isso apesar da situação incomum são bem resolvidos. O lance é dizer. "O que virá depois disso ?" vocês podem estar se perguntando... é só viver e descobrir, será como um toque de vida.

Beijo na alma e inté
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
LA VI EN ROSE (PARTE III): DOIS LADOS,UMA DISTÃNCIA E UMA MENTE
Aqui estou eu para falar dos maravilhas que cercam meu umbigo
Já faz alguns dias, indo para para o trabalho, isso eram umas 7:50 da manhã, passei em frente a creche do Colégio Santa Mônica em Bonsucesso. Reparei numa mulher, devia ter lá pelos seus 30 anos. Não reparei nela por um acaso e sim por ser bonita, dessas belezas de tão simples chegam ao ponto de serem raras. Era branca tinha longos cabelos castanhos claros e vestida bem social. Na mão esquerda trazia o filho e na direita as coisas da criança, uma mochila e uma merendeira.
Ela havia saido de um carro, no qual eu só me lembro da cor, era branco. Este havia parado em frente ao portão da creche. Ao chegarem junto ao portão a mãe tocou a campainha. Nesse instante o carro afastou-se um pouco pelo meio-fio. Ouvi o garotinho reclamar "cadê papai ?" A mãe falou algo que não captei, pois já havia passado por eles. Pois bem, segui meu caminha. Passando por debaixo da Linha Amarela, junto a saída 07, um sinal de trânsito fechou, um carro parou. Dele saiu uma mulher batendo a porta com uma certa força e andando firme com cara de poucos amigos, era a mulher que eu vira a pouco saindo do carro branco. Ela atravessou a rua e foi na direção de um ponto de ônibus que fica ali mesmo na saída 07. É um raio de ponto que vive lotado e onde passam umas conduções para Jacarepagua, Curicica, Pechincha, Barra, Recreio, todas igualmente cheias. O carro disparou pelo caminho em que seguem todos os ônibus que passam ali no ponto da saída 07 para retornarem a Linha Amarela.
Eu fiquei ali, parado igual e um idiota olhando aquilo tudo, e imaginei um porrilhão de coisas. Não sem antes amaldiçoar o maldito motorista do automóvel branco. O dito cujo seguiu pelo mesmo caminho que seguem os ônibus que passam pelo ponto da saída 07, ponto esse onde sua mulher parou para pegar um. Não faço a mais vaga idéia para onde eles iam, mas custava dar uma carona a ela.
Movido pelo pensamento acima comecei a tecer conjecturas a respeito dos motivos para ele não ter feito isso. Associei a isso as palavras do menininho, filho deles, lá atrás e pensei na mais razoável das hipotese: casal em crise as vias de se separarem, mantém as aparências por causa do filho. Na frente deles são um, por trás são outros.
Se eu não vi de menos e imaginei demais só podia ser isso. Agora fico imaginando essa criança no meio disso tudo. O coitadinho talvez não saiba explicar mas lá no fundo, a maneira dele, com certeza ele sabe, sento algo errado no ar. E talvez resida nessa sua falta de capacidade em entender os fatos próximos a ele o seu medo e suas dúvidas. Afinal são os pilares sdo seu mundo chamado familia, seu pai e sua mãe. Sentir o deslocamento de um desses pilares se deslocar para longe é no minimo aterrorizante para uma criança.
Você deve estar se perguntando, "qual o sentido desse texto ? O que você tem a ver com isso ?" Sinceramente eu não sei, talvez Freud explique, agora eu não. Só que ruminei essa situação durante dias. Depois disso todo dia ao ir para o trabalho passava em frente a creche do Santa Mônica bem devagar para ver se vejo novamente a tal mãe e seu filho, e vou assim até a Linha Amarela, olhando para o sinal e ver se ela desce de algum carro branco com cara de poucos amigos e passos cheios de uma determinação involuntária. Lamento por não ter reparado no carro, apesar que só isso não bastaria. Poderia ter memorizado a placa do carro, afinal carros brancos existem aos montes, e para quem não sabe muito bem distinguir carros, como é o meu caso, todo carro branco não passaria de só mais um carro branco. E se o sujeito trocou de carro, seria o mesmo que nada.
Bem, seja como for gostaria muito de saber o destino do tal "casal" e da criança. Quem sabem um dia dessas não esbarro com eles.
Um Beijo na alma de todos e inté
Já faz alguns dias, indo para para o trabalho, isso eram umas 7:50 da manhã, passei em frente a creche do Colégio Santa Mônica em Bonsucesso. Reparei numa mulher, devia ter lá pelos seus 30 anos. Não reparei nela por um acaso e sim por ser bonita, dessas belezas de tão simples chegam ao ponto de serem raras. Era branca tinha longos cabelos castanhos claros e vestida bem social. Na mão esquerda trazia o filho e na direita as coisas da criança, uma mochila e uma merendeira.
Ela havia saido de um carro, no qual eu só me lembro da cor, era branco. Este havia parado em frente ao portão da creche. Ao chegarem junto ao portão a mãe tocou a campainha. Nesse instante o carro afastou-se um pouco pelo meio-fio. Ouvi o garotinho reclamar "cadê papai ?" A mãe falou algo que não captei, pois já havia passado por eles. Pois bem, segui meu caminha. Passando por debaixo da Linha Amarela, junto a saída 07, um sinal de trânsito fechou, um carro parou. Dele saiu uma mulher batendo a porta com uma certa força e andando firme com cara de poucos amigos, era a mulher que eu vira a pouco saindo do carro branco. Ela atravessou a rua e foi na direção de um ponto de ônibus que fica ali mesmo na saída 07. É um raio de ponto que vive lotado e onde passam umas conduções para Jacarepagua, Curicica, Pechincha, Barra, Recreio, todas igualmente cheias. O carro disparou pelo caminho em que seguem todos os ônibus que passam ali no ponto da saída 07 para retornarem a Linha Amarela.
Eu fiquei ali, parado igual e um idiota olhando aquilo tudo, e imaginei um porrilhão de coisas. Não sem antes amaldiçoar o maldito motorista do automóvel branco. O dito cujo seguiu pelo mesmo caminho que seguem os ônibus que passam pelo ponto da saída 07, ponto esse onde sua mulher parou para pegar um. Não faço a mais vaga idéia para onde eles iam, mas custava dar uma carona a ela.
Movido pelo pensamento acima comecei a tecer conjecturas a respeito dos motivos para ele não ter feito isso. Associei a isso as palavras do menininho, filho deles, lá atrás e pensei na mais razoável das hipotese: casal em crise as vias de se separarem, mantém as aparências por causa do filho. Na frente deles são um, por trás são outros.
Se eu não vi de menos e imaginei demais só podia ser isso. Agora fico imaginando essa criança no meio disso tudo. O coitadinho talvez não saiba explicar mas lá no fundo, a maneira dele, com certeza ele sabe, sento algo errado no ar. E talvez resida nessa sua falta de capacidade em entender os fatos próximos a ele o seu medo e suas dúvidas. Afinal são os pilares sdo seu mundo chamado familia, seu pai e sua mãe. Sentir o deslocamento de um desses pilares se deslocar para longe é no minimo aterrorizante para uma criança.
Você deve estar se perguntando, "qual o sentido desse texto ? O que você tem a ver com isso ?" Sinceramente eu não sei, talvez Freud explique, agora eu não. Só que ruminei essa situação durante dias. Depois disso todo dia ao ir para o trabalho passava em frente a creche do Santa Mônica bem devagar para ver se vejo novamente a tal mãe e seu filho, e vou assim até a Linha Amarela, olhando para o sinal e ver se ela desce de algum carro branco com cara de poucos amigos e passos cheios de uma determinação involuntária. Lamento por não ter reparado no carro, apesar que só isso não bastaria. Poderia ter memorizado a placa do carro, afinal carros brancos existem aos montes, e para quem não sabe muito bem distinguir carros, como é o meu caso, todo carro branco não passaria de só mais um carro branco. E se o sujeito trocou de carro, seria o mesmo que nada.
Bem, seja como for gostaria muito de saber o destino do tal "casal" e da criança. Quem sabem um dia dessas não esbarro com eles.
Um Beijo na alma de todos e inté
terça-feira, 19 de agosto de 2008
ANTI-NATURAL
Amar é um gesto anti-natural, assim como o boxe. Em ambos os casos agir ao contrário é a chave para seguir em frente. No boxe o lutador precisa mover-se para direita se quiser ir para esquerda. Para atacar é necessário recuar. No amor quem ama jamais pode demonstrar, é entregar-se, ser fraco ou como dizem alguns "necessitado(a)". Antes de expressar qualquer sentimento deve-se "desdenhar" um pouco ou simplesmente não demonstrar.
Para o amor acontecer junto a outra(o) primeiro deve-se medir o quanto gostamos de nós mesmos. Se o amor próprio é menor se comparado ao amor sentido pela próxima(o), nem vale a pena ir adiante. Digi isso tendo em vista que o amor também é saber terminar/perder, é o equivalente do boxe a jogar a toalha, evitando assim um nocaute, a dor maior, embora das menores ninguém escape.
O boxe é um jogo de nervos, requer um estratagema, o amor idem. Precisa-se estudar o opononte. Suas potencialidades,deficiências,medos, sentir sua "técnica". Nesses dois meios há a divisão por categorias. Não sei exatemente quantas categorias há no boxe, e no amor sei menos ainda. É do conhecimento de todos a expressão "diversas formas de amar". Logo deve-se haver uma técnica para cada um manifestar seu amor. Seja maior ou menor, simples ou muito diferente,todos amam.
Talvez a principal diferença entre o amor o boxe seja a seguinte: do boxe qualquer um pode se ver livre, do amor, como todos já dever estar carecas de saber não é assim tão simples. Não se pode fugir ou esquivar do seu "cruzado", ele é implacável e nada fácil de se identificar. Quando menos se espera, BAM ! Você foi nocauteado em cheio no coração se perceber. Quando cai a ficha ninguém capta muito bem a mensagem. O dolorido do golpe só aumenta, é nessa hora que o efeito começa a surtir. É uma as poucas porradas que alguém gosta de levar.
Independente de querer lutar ou não, do amor não há escapatória ou estratégia eficiente ? É tudo muito inesperado na maioria das vezes. O vencedor jamais fica claro. Tem-se momentos de glória olimpianas e fracassos retumbantes. No amor só se apanha. Quem diz "conquistei o amor" jamais saberá seu real valor, não é possível trata-lo como um troféu. Quem resiste sofre, quem se entrega tem o sofrimento elevado ao quadrado. Quem joga a toalha acaba descobrindo que não seria capaz de trocar o desassossego doamor por qualquer outra coisa.
Aquele(a) que se entrega demais corre o risco de sofrer uma forte desagregação emocional. Fica melodioso(a) e perde a capacidade de distinguir o amor de "outros demônios". É como um lutador de boxe combalido pelo tempo e incapaz de aceitar sua condição de estéril. Deve-se buscar sempre um equilibrio. Tem horas que para o bem maior é preciso resistir, lutar contra. No boxe do amor jogar a toalha é aceita-lo, lutar é resistir a um desafio do qual você não pode encarar, ou lutar para fugir se preferir. Assim evita-se a derrota desnecessária. Acreditem certas lutas se perdem antes de começar. Um dos trunfos do amor e do boxe é saber os tipos de lutas capazes de se encarar. Assim sofre-se menos e vive-se um pouco melhor, tem horas em que tudo que necessitamos é dessa ilusão.
Quando o gongo do amor soar lembre-se é um ato anti-natural. Se você não se importa com isso, boa luta e deixe o resto para depois.
Para o amor acontecer junto a outra(o) primeiro deve-se medir o quanto gostamos de nós mesmos. Se o amor próprio é menor se comparado ao amor sentido pela próxima(o), nem vale a pena ir adiante. Digi isso tendo em vista que o amor também é saber terminar/perder, é o equivalente do boxe a jogar a toalha, evitando assim um nocaute, a dor maior, embora das menores ninguém escape.
O boxe é um jogo de nervos, requer um estratagema, o amor idem. Precisa-se estudar o opononte. Suas potencialidades,deficiências,medos, sentir sua "técnica". Nesses dois meios há a divisão por categorias. Não sei exatemente quantas categorias há no boxe, e no amor sei menos ainda. É do conhecimento de todos a expressão "diversas formas de amar". Logo deve-se haver uma técnica para cada um manifestar seu amor. Seja maior ou menor, simples ou muito diferente,todos amam.
Talvez a principal diferença entre o amor o boxe seja a seguinte: do boxe qualquer um pode se ver livre, do amor, como todos já dever estar carecas de saber não é assim tão simples. Não se pode fugir ou esquivar do seu "cruzado", ele é implacável e nada fácil de se identificar. Quando menos se espera, BAM ! Você foi nocauteado em cheio no coração se perceber. Quando cai a ficha ninguém capta muito bem a mensagem. O dolorido do golpe só aumenta, é nessa hora que o efeito começa a surtir. É uma as poucas porradas que alguém gosta de levar.
Independente de querer lutar ou não, do amor não há escapatória ou estratégia eficiente ? É tudo muito inesperado na maioria das vezes. O vencedor jamais fica claro. Tem-se momentos de glória olimpianas e fracassos retumbantes. No amor só se apanha. Quem diz "conquistei o amor" jamais saberá seu real valor, não é possível trata-lo como um troféu. Quem resiste sofre, quem se entrega tem o sofrimento elevado ao quadrado. Quem joga a toalha acaba descobrindo que não seria capaz de trocar o desassossego doamor por qualquer outra coisa.
Aquele(a) que se entrega demais corre o risco de sofrer uma forte desagregação emocional. Fica melodioso(a) e perde a capacidade de distinguir o amor de "outros demônios". É como um lutador de boxe combalido pelo tempo e incapaz de aceitar sua condição de estéril. Deve-se buscar sempre um equilibrio. Tem horas que para o bem maior é preciso resistir, lutar contra. No boxe do amor jogar a toalha é aceita-lo, lutar é resistir a um desafio do qual você não pode encarar, ou lutar para fugir se preferir. Assim evita-se a derrota desnecessária. Acreditem certas lutas se perdem antes de começar. Um dos trunfos do amor e do boxe é saber os tipos de lutas capazes de se encarar. Assim sofre-se menos e vive-se um pouco melhor, tem horas em que tudo que necessitamos é dessa ilusão.
Quando o gongo do amor soar lembre-se é um ato anti-natural. Se você não se importa com isso, boa luta e deixe o resto para depois.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
LA VI EN ROSE PARTE II): UM FESTIVAL A UNIVERSITÁRIA
Aqui estou eu para falar do maravilhoso mundo que gira em torno do meu umbigo. Vamos a ele
No domingo, dia 10/08/08, fui em um evento muito especial. Um festival universitário de curtas-metragens cujo tema era "Lirico e Poético". Haviam tres bons motivos para estar lá. Um, adoro cinema e como embrião de aspirante a cieneaste é sempre interessante ver trabalhos de realizadores iniciantes. Dois era a estréia do curta metragem da minha professaora de direção cinematográfica, Nina Tedesco (joguem o nome dela no Google e descubram mais sobre seus trabalhos e guardem bem esse nome), o curta era "O CORAÇÃO DE DOM QUIXOTE". Três, ia reecontrar uma galera muita querida lá do curso que nõa via já fazia algum tempo e por serem pessoas importantes demais qualquer tempo longe já dá para sentir muitas saudades.
O evento foi na Caixa Cultural, no centro do Rio ao lado da estação Carioca do Metrô. Confesso nunca ter ido lá e me encantei com o lugar. Pretendo voltar lá mais algumas vezes. Encontrada a professora colocamos o papo em dias e depois o povo do curso chegou e mais papos me ordem. As 18:30 começaram e exibição dos curtas. Eram um total de 9, o dela seria o sexto. Antes de chegar ao dela passamos por cada curta, foi penoso. Iniciaram os trabalhos com uma adaptação de "POEMA SUJO", obra seminal de Ferreira Gullar. Quem tiver a oportunidade de procure pelo poema e pelo curta, de uma cinografia muito boa. Seguiram-se outros trabalhos. Tudo bem que o tema era lírico e poético, mas teve uns realizadores passando da conta. Rolatam uns curtas sem eira nem beira e por mais que dissessem ter sentido, sinceramente não vi nada disso. Tinham uns curtas que tentarem beber na fonte do Dogma 95 (movimento cinematográfico dinamarques que usa luz natural, câmera digital e poucos recursos técnicos) e ficaram pelo caminho.
Havima outros curtas cuja técnica era muito boa, porém o roteiro deixava a desejar. Passou um lindissimo "LILAHS" (com "h" mesmo). De uma fotografia em preto e branco e uma montagem exepcionais. Nostálgico toda vida, como 99% de tudo o que é lirico. Teve curta super curto (menos de 5 minutos) chamado "NO INSTANTE DO FAISCAR". Ele tinha uma poesia desconcertante e era ilustrado por imagnes que evocavam o surrealismo, quase uma químera. Maioria das imagens tinha algo queimando (inclusive uma carteira de trabalho)
CORAÇÃO DE DOM QUIXOTE
Esta aí o curta que fez todo o festival valer a pena. Havia uma grande expectativa por parte de nós alunos, afinal era o curta da nossa professora. Nosso ponto de referência e nossoa inspiração mais próxima. Expectativas recompensadas e digo isso de peito aberto. Podem dizer que sou suspeito para falar isso, se duvidarem assistam ao curta, todos terão a mesma impressão, pois é bom sim.
O filme enfoca a busca de Dom Quixote por alguém que possa substitui-lo na em suas aventuras. Eis que nosso engenhoso fidalgo De La Mancha depara-se com um livro de Robson Crusoé e vê a luz para seu dilema. De lança em punho, vestindo sua surrada armadura e malas prontas Dom Quixote embarca num modesto barquinho e parte em mais uma, e última, quixotesca jornada, agora em busca do seu propenso sucessor.
Durante a aventura vemos um Dom Quixote decrépto, ora meio delirante, como quem escuta um réquiem para sua vida, e ele o faz com a maturidade de quem viveu tudo o que era capaz e ao contrário do que alguns pensaram ele soube a hora de parar. Durante sua jornada Dom Quixote lê os livros que narram as aventuras de Robson Crusoé e com certeza o imagina desempenhando sua missão de proteger a todos, afinal não é para qualquer um proteger a humanidade de si mesma.
O encontro entre os dois ocorre e...a proncipio acontece algo inesperado (não vou contar o que é). Depois conversando a realizadora/professora Nina Tedesco sobre a trama enxerguei mais claramente a mensagem, e Nina tiro o chapéu para você.
Mais uma vez Robson Crusoé deixa-se levar pelo seu ostracismo e cai na esterelidade da imaginação e por tabela da vida. Ao negar a sátira, Crusoé nega pois a vida e enclausura-se no seu casulo de moral insipida. Entretanto nem sua atitide é capaz de minar a real grandeza da anarquia, o veradeiro brilho do caos de onde começa a expansão de luz e exoplosões que demolem as verdades veladas e comuns. Dom Quixote é a estrela que surge desse caos, nunca para colocar ordem e sim para iluminar com um brilho cegante as vistas mais embotadas pelo censo comum. Ou você olha essa estrela ou vira o rosto. Crusoé fez a segunda opção, mas nem por isso a estrela se apagou.
PÓS FILMES
No domingo, dia 10/08/08, fui em um evento muito especial. Um festival universitário de curtas-metragens cujo tema era "Lirico e Poético". Haviam tres bons motivos para estar lá. Um, adoro cinema e como embrião de aspirante a cieneaste é sempre interessante ver trabalhos de realizadores iniciantes. Dois era a estréia do curta metragem da minha professaora de direção cinematográfica, Nina Tedesco (joguem o nome dela no Google e descubram mais sobre seus trabalhos e guardem bem esse nome), o curta era "O CORAÇÃO DE DOM QUIXOTE". Três, ia reecontrar uma galera muita querida lá do curso que nõa via já fazia algum tempo e por serem pessoas importantes demais qualquer tempo longe já dá para sentir muitas saudades.
O evento foi na Caixa Cultural, no centro do Rio ao lado da estação Carioca do Metrô. Confesso nunca ter ido lá e me encantei com o lugar. Pretendo voltar lá mais algumas vezes. Encontrada a professora colocamos o papo em dias e depois o povo do curso chegou e mais papos me ordem. As 18:30 começaram e exibição dos curtas. Eram um total de 9, o dela seria o sexto. Antes de chegar ao dela passamos por cada curta, foi penoso. Iniciaram os trabalhos com uma adaptação de "POEMA SUJO", obra seminal de Ferreira Gullar. Quem tiver a oportunidade de procure pelo poema e pelo curta, de uma cinografia muito boa. Seguiram-se outros trabalhos. Tudo bem que o tema era lírico e poético, mas teve uns realizadores passando da conta. Rolatam uns curtas sem eira nem beira e por mais que dissessem ter sentido, sinceramente não vi nada disso. Tinham uns curtas que tentarem beber na fonte do Dogma 95 (movimento cinematográfico dinamarques que usa luz natural, câmera digital e poucos recursos técnicos) e ficaram pelo caminho.
Havima outros curtas cuja técnica era muito boa, porém o roteiro deixava a desejar. Passou um lindissimo "LILAHS" (com "h" mesmo). De uma fotografia em preto e branco e uma montagem exepcionais. Nostálgico toda vida, como 99% de tudo o que é lirico. Teve curta super curto (menos de 5 minutos) chamado "NO INSTANTE DO FAISCAR". Ele tinha uma poesia desconcertante e era ilustrado por imagnes que evocavam o surrealismo, quase uma químera. Maioria das imagens tinha algo queimando (inclusive uma carteira de trabalho)
CORAÇÃO DE DOM QUIXOTE
Esta aí o curta que fez todo o festival valer a pena. Havia uma grande expectativa por parte de nós alunos, afinal era o curta da nossa professora. Nosso ponto de referência e nossoa inspiração mais próxima. Expectativas recompensadas e digo isso de peito aberto. Podem dizer que sou suspeito para falar isso, se duvidarem assistam ao curta, todos terão a mesma impressão, pois é bom sim.
O filme enfoca a busca de Dom Quixote por alguém que possa substitui-lo na em suas aventuras. Eis que nosso engenhoso fidalgo De La Mancha depara-se com um livro de Robson Crusoé e vê a luz para seu dilema. De lança em punho, vestindo sua surrada armadura e malas prontas Dom Quixote embarca num modesto barquinho e parte em mais uma, e última, quixotesca jornada, agora em busca do seu propenso sucessor.
Durante a aventura vemos um Dom Quixote decrépto, ora meio delirante, como quem escuta um réquiem para sua vida, e ele o faz com a maturidade de quem viveu tudo o que era capaz e ao contrário do que alguns pensaram ele soube a hora de parar. Durante sua jornada Dom Quixote lê os livros que narram as aventuras de Robson Crusoé e com certeza o imagina desempenhando sua missão de proteger a todos, afinal não é para qualquer um proteger a humanidade de si mesma.
O encontro entre os dois ocorre e...a proncipio acontece algo inesperado (não vou contar o que é). Depois conversando a realizadora/professora Nina Tedesco sobre a trama enxerguei mais claramente a mensagem, e Nina tiro o chapéu para você.
Mais uma vez Robson Crusoé deixa-se levar pelo seu ostracismo e cai na esterelidade da imaginação e por tabela da vida. Ao negar a sátira, Crusoé nega pois a vida e enclausura-se no seu casulo de moral insipida. Entretanto nem sua atitide é capaz de minar a real grandeza da anarquia, o veradeiro brilho do caos de onde começa a expansão de luz e exoplosões que demolem as verdades veladas e comuns. Dom Quixote é a estrela que surge desse caos, nunca para colocar ordem e sim para iluminar com um brilho cegante as vistas mais embotadas pelo censo comum. Ou você olha essa estrela ou vira o rosto. Crusoé fez a segunda opção, mas nem por isso a estrela se apagou.
PÓS FILMES
Após os curtas demos uma esticada lá no Amarelinho na Cinelândia para tomar um chopp e comer um churrasco. Chopp vai chopp vem e surgiram algumas pérolas. Ai vão algumas para o deleite de vocês
"Quer que eu descreva o brilho dos seus olhos" - eu respondendo Jocemir após a pergunta "estou com cara de bêbado"
"Roda ai" - Thiago falando de filmes...ou algo assim
"Eu não acredito que estou ouvindo tanta idiotice" - Ana reclamando de nossa condição etilica
"É arte...ou não" - Vitor numa imitação de Caetano Veloso
"Estamos na basura da pseudo intelectualidade no marco zero das revoluções da segunda metade do século XX" - eu totalmete sem noção
IMAGEM DO DOMINGO (ESPECIAL)

Um beijo na alma de todos e até a próxima
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
A VIDA É UM MCGUFFIN
Uma explicação para os não habituados. Mcguffin foi um conceito desenvolvido pelo cineasta Alfred Hitchcock, diretor de grandes suspenses como "UM CORPO QUE CAI", "INTRIGA INTERNACIONAL", "PSICOSE" E "JANELA INDISCRETA", entre outros. Seus filmes continham a peculiaridade do mcguffin. Hoje em dia ele é usado em diversos gêneros de filmes e por vários diretores. É um truquezinho aplicado numa trama, geralmente na forma de algum objeto que contém uma informação valiosa, tipo um documento, ou é capaz de fazer algo extraordinário, um artefato milenar é o exemplo mais comum. No entanto essa informação só é valiosa para as personagens da trama e totalmente irrelevante para o espectador. E nunca sabemos seu real significado ou utilidade.É mesmo assim é forte o suficiente para mover as personagens, focalizando seus conflitos, porém nunca é bem explicadp o seu real significado e mesmo assim justifica toda a ação dramática de uma história.
Sabem viver é muito semelhante a perseguir um mcguffin, com o diferencial de não buscarmos um objeto em si, é algo mais abstrato,como uma resposta,uma solução, a nossa grande verdade. Essa situação é um paradoxo. Vivemos para buscar esse mcguffin da verdade da vida, capaz de dar um sentido lógico a nossa vida, quando na real nem sabemos ao certo do que se trata, e as pessoas ao nosso redor menos ainda. E mesmo sem saber seu real significado temos ciência da sua importância, isso já é suficiente a ponto de justificar todos os nossos esforços.
No cinema nem sempre a cruzada pelo mcguffin é satisfatória, e nunca é fácil. O mesmo pode-se dizer da nossa busca pessoal. Aquele qur topa com o mcguffin em dado momento num filme começa a persegui-lo por um período determinado. Enquanto na vida resolvemos criar noss prórpio mcguffin, botamos na cabeça sua capacidade de nos revelar alguma verdeade. Insistimos nele por um período até vermos que não dá mais. Paramos,pensamos, nos perdemos,nos deprimimos e de repente...criamos outro mcguffin, que pode ser uma outra verdade ou só um complemento da anterior. E lá vamos nós em outra empreitada. Então surge a pergunta "O QUE VOCÊ BUSCA ?" Não se assombre caso não tenha uma resposta precisa ou no minimo satisfatória.
É um traço comu todos quererem achar o mcguffin da verdade completo, aquilo de bater os olhos e dizer "é assim", muito parecido como quem acha um tesouro milenar daqueles que só estão esperando serem desenterrados. Ninguém olha os pedacinhos dispersos pelo caminho. E é nesses pedacinhos onde residem boas pistas capazes de nos indicar onde ir, e nos alertam sobre o que realmente desejamos.
Existe uma diferença entre buscar, e não saber o que é, e mesmo assim prosseguir com precaução e fé de encontrar seu mcguffin, e sair as cegas com uma fé absolutamente cega e querer algo lógico e cheio de sentido. O mcguffin não tem lógica e nem adianta forçar a isso.
Não sei o que é pior: quem vive tentando dar um sentido ao seu mcguffin, ou quem espera encontrar nele uma verdade absoluta só para encher a boca e dizer "eu disse que era assim, eu estava certo". Tolice.Aqueles que buscam o mcguffin inexoravelmente quando deparam-se com ele geralmemente não sabem usa-lo, pois não entendem seu significado. Acreditem isso conduz qualquer um a loucura.
O próprio Hitchcock numa entrevista a outro grande cineasta o francês Françoise Truffaut, disse "o mcguffin é algo bem idiota". Fazer uma busca pela verdade absoluta pessoa acreditando que ela pode influenciar todas as outras verdades é uma obssessão, que culmina nas raias o idiotismo. Ela nunca será absoluta.
E depois de achar o seu mcguffin da verdade, aquele que pode dar "sentido" a sua vida o que fará com ele ? Pare a pense você não sabe o que é, logo não tem idéia de como usar. Nem sequer prestou atenção nas pistas espelhadas pelo caminho, o importante nunca será encontrar e sim os meios utilizados. O fim sempre é a somo de todos os esforços empregados ao longo da estrada. Sem esforço no final só o que restará é uma caixa vazia.
Sabem viver é muito semelhante a perseguir um mcguffin, com o diferencial de não buscarmos um objeto em si, é algo mais abstrato,como uma resposta,uma solução, a nossa grande verdade. Essa situação é um paradoxo. Vivemos para buscar esse mcguffin da verdade da vida, capaz de dar um sentido lógico a nossa vida, quando na real nem sabemos ao certo do que se trata, e as pessoas ao nosso redor menos ainda. E mesmo sem saber seu real significado temos ciência da sua importância, isso já é suficiente a ponto de justificar todos os nossos esforços.
No cinema nem sempre a cruzada pelo mcguffin é satisfatória, e nunca é fácil. O mesmo pode-se dizer da nossa busca pessoal. Aquele qur topa com o mcguffin em dado momento num filme começa a persegui-lo por um período determinado. Enquanto na vida resolvemos criar noss prórpio mcguffin, botamos na cabeça sua capacidade de nos revelar alguma verdeade. Insistimos nele por um período até vermos que não dá mais. Paramos,pensamos, nos perdemos,nos deprimimos e de repente...criamos outro mcguffin, que pode ser uma outra verdade ou só um complemento da anterior. E lá vamos nós em outra empreitada. Então surge a pergunta "O QUE VOCÊ BUSCA ?" Não se assombre caso não tenha uma resposta precisa ou no minimo satisfatória.
É um traço comu todos quererem achar o mcguffin da verdade completo, aquilo de bater os olhos e dizer "é assim", muito parecido como quem acha um tesouro milenar daqueles que só estão esperando serem desenterrados. Ninguém olha os pedacinhos dispersos pelo caminho. E é nesses pedacinhos onde residem boas pistas capazes de nos indicar onde ir, e nos alertam sobre o que realmente desejamos.
Existe uma diferença entre buscar, e não saber o que é, e mesmo assim prosseguir com precaução e fé de encontrar seu mcguffin, e sair as cegas com uma fé absolutamente cega e querer algo lógico e cheio de sentido. O mcguffin não tem lógica e nem adianta forçar a isso.
Não sei o que é pior: quem vive tentando dar um sentido ao seu mcguffin, ou quem espera encontrar nele uma verdade absoluta só para encher a boca e dizer "eu disse que era assim, eu estava certo". Tolice.Aqueles que buscam o mcguffin inexoravelmente quando deparam-se com ele geralmemente não sabem usa-lo, pois não entendem seu significado. Acreditem isso conduz qualquer um a loucura.
O próprio Hitchcock numa entrevista a outro grande cineasta o francês Françoise Truffaut, disse "o mcguffin é algo bem idiota". Fazer uma busca pela verdade absoluta pessoa acreditando que ela pode influenciar todas as outras verdades é uma obssessão, que culmina nas raias o idiotismo. Ela nunca será absoluta.
E depois de achar o seu mcguffin da verdade, aquele que pode dar "sentido" a sua vida o que fará com ele ? Pare a pense você não sabe o que é, logo não tem idéia de como usar. Nem sequer prestou atenção nas pistas espelhadas pelo caminho, o importante nunca será encontrar e sim os meios utilizados. O fim sempre é a somo de todos os esforços empregados ao longo da estrada. Sem esforço no final só o que restará é uma caixa vazia.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Algumas coisas sobre a saudade
Olá, eu de novo
Já faz algum tempo, conversa com uma amiga ao telefone e ela me falou de uma comunidade que havia encontrado no Orkut. O nome era "saudade do que não existiu". Minha primeira reação foi rir dela. Ela disse "é sério Renato, pensa bem que viagem". Quando consegui domar meu riso e direcionar meu pensamento no que ela acabar de falar realmente cheguei a mesma conclusão, era uma viagem e muito filosófica. Ela disse que iria me mandar o link da tal comunidade. No dia seguinte abro a Orkut e lá estava. Entrei para ver como era a tal comu. Na mesma hora decidi que iria fazer parte dela, tal decisão veio da frase que encontrei na descrição da comunidade, é de um dos meus escritores favoritos Carlos Drummond de Andrade e diz assim: "Também temos saudade do que não existiu,e dói bastante." E se essa não for suficiente lá vai outra, essa do escritor Fernando Pessoa "ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!”
Confesso a vocês que nunca havia visto a saudade por essa prisma. Alguns podem chamar de nostalgia, e não deixa de ser, afinal saudade do que não existiu é a descoberta de que nada será como um dia poderia ter sido. Comecei a pensar muito sobre isso na época. Saudade, de um modo geral, o que ela é para cada um ? E foi pesando nisso que resolvi escrever algumas coisas sobre a saudade.
- SAUDADE, uma palavra exclusiva desse código de linguagem que chamamos de língua portuguesa. Nenhum outro idioma ou código possui tal palavra. Mas muito embora ela seja só nossa seus efeitos são universais. Não existe ser humano nesse mundo que nunca tenha padecido de saudades de algo ou alguém.
- SAUDADE está também presente na dicotomia espaço/tempo. Saudade de um tempo imorredouro, ou de um lugar, e por que não dos dois. Saudade de um lugar que ocupa espaço em um tempo que por sua vez não volta mais.
- Seria a saudade algo ruim ? Será que ela não pode ser um lugar onde buscamos refugio para nossas aflições e incertezas, pois é na saudade das lembranças que construímos um lugar seguro para o que de bom esteve em nosso passado. (saudade de um amigo, situação, etc)
- Acho que as pessoas colecionam objetos porque sentem saudades. E esses objetos remetem-nas a um tempo distante, ou não tanto, porém irretornável. Ao olha-los trazem consigo um monte de lembranças de sensações, pessoas, lugares, sentimentos. Objetos talvez sejam uma forma de materializar a saudade. Exteriorizando-a num espaço onde ele sempre será memorável.
- Quando engendramos pelos labirintos da saudade, buscamos algo dentro de nós que ficou para trás. É preciso reaviva-lo incondicionalmente, para isso recorremos a saudade. Ela sempre será nosso elo com o que quer que seja capaz de existir dentro de nós, ou até mesmo fora de nós.
- A saudade não precisa ser física, pode ser espiritual, mental, emocional, existem vários tipos de saudade. Descubra qual é a sua
- Saudade de sentir saudade, saudade por saudade...Meu Deus há tantas formas de sentir saudade
- Recordar é viver, quem recorda sente saudades. Será a vida uma eterna saudade ?
- SAUDADE é tempo, é onde a saudade deixa suas marcas mais visíveis. O tempo está em nós, logo sempre sentiremos saudades.
- A saudade é como o tempo, não importa se é passado, presente ou futuro, ela só faz sentido quando trazida potencialmente para o presente.
- Quem tem saudade, vive ou morre ?
- A saudade também pode ser algo reconfortante. Lembrar com muito gosto e carinho de algo que já passou, porém foi fundamental para algo bom acontecer num presente próximo.
- As estrelas refletem muito bem o que é a saudade. Pois suas luzes levam milhões de anos para cruzar o espaço e chegar até nós. Leva tanto tempo que quando a luz chega a estrela infelizmente já está morta. Dá saudades
- Nada mais terreno para dar saudades do que uma fotografia. É como a estrela ainda tem um certo brilho, mas é de um passado, que já morreu fisicamente, muito embora emocionalmente ainda esteja latente.
- Saudade é existencialismo. Seja de algo existente para nós ou não
- Desejar é saudade
- Saudade...ela nunca acaba. Enquanto houver saudade pode haver vida...
Bem é isso o que acho da saudade e você ? Cuidado para não mergulharem numa nostalgia excessivamente melancólica.
Beijo na alma e inté
Já faz algum tempo, conversa com uma amiga ao telefone e ela me falou de uma comunidade que havia encontrado no Orkut. O nome era "saudade do que não existiu". Minha primeira reação foi rir dela. Ela disse "é sério Renato, pensa bem que viagem". Quando consegui domar meu riso e direcionar meu pensamento no que ela acabar de falar realmente cheguei a mesma conclusão, era uma viagem e muito filosófica. Ela disse que iria me mandar o link da tal comunidade. No dia seguinte abro a Orkut e lá estava. Entrei para ver como era a tal comu. Na mesma hora decidi que iria fazer parte dela, tal decisão veio da frase que encontrei na descrição da comunidade, é de um dos meus escritores favoritos Carlos Drummond de Andrade e diz assim: "Também temos saudade do que não existiu,e dói bastante." E se essa não for suficiente lá vai outra, essa do escritor Fernando Pessoa "ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!”
Confesso a vocês que nunca havia visto a saudade por essa prisma. Alguns podem chamar de nostalgia, e não deixa de ser, afinal saudade do que não existiu é a descoberta de que nada será como um dia poderia ter sido. Comecei a pensar muito sobre isso na época. Saudade, de um modo geral, o que ela é para cada um ? E foi pesando nisso que resolvi escrever algumas coisas sobre a saudade.
- SAUDADE, uma palavra exclusiva desse código de linguagem que chamamos de língua portuguesa. Nenhum outro idioma ou código possui tal palavra. Mas muito embora ela seja só nossa seus efeitos são universais. Não existe ser humano nesse mundo que nunca tenha padecido de saudades de algo ou alguém.
- SAUDADE está também presente na dicotomia espaço/tempo. Saudade de um tempo imorredouro, ou de um lugar, e por que não dos dois. Saudade de um lugar que ocupa espaço em um tempo que por sua vez não volta mais.
- Seria a saudade algo ruim ? Será que ela não pode ser um lugar onde buscamos refugio para nossas aflições e incertezas, pois é na saudade das lembranças que construímos um lugar seguro para o que de bom esteve em nosso passado. (saudade de um amigo, situação, etc)
- Acho que as pessoas colecionam objetos porque sentem saudades. E esses objetos remetem-nas a um tempo distante, ou não tanto, porém irretornável. Ao olha-los trazem consigo um monte de lembranças de sensações, pessoas, lugares, sentimentos. Objetos talvez sejam uma forma de materializar a saudade. Exteriorizando-a num espaço onde ele sempre será memorável.
- Quando engendramos pelos labirintos da saudade, buscamos algo dentro de nós que ficou para trás. É preciso reaviva-lo incondicionalmente, para isso recorremos a saudade. Ela sempre será nosso elo com o que quer que seja capaz de existir dentro de nós, ou até mesmo fora de nós.
- A saudade não precisa ser física, pode ser espiritual, mental, emocional, existem vários tipos de saudade. Descubra qual é a sua
- Saudade de sentir saudade, saudade por saudade...Meu Deus há tantas formas de sentir saudade
- Recordar é viver, quem recorda sente saudades. Será a vida uma eterna saudade ?
- SAUDADE é tempo, é onde a saudade deixa suas marcas mais visíveis. O tempo está em nós, logo sempre sentiremos saudades.
- A saudade é como o tempo, não importa se é passado, presente ou futuro, ela só faz sentido quando trazida potencialmente para o presente.
- Quem tem saudade, vive ou morre ?
- A saudade também pode ser algo reconfortante. Lembrar com muito gosto e carinho de algo que já passou, porém foi fundamental para algo bom acontecer num presente próximo.
- As estrelas refletem muito bem o que é a saudade. Pois suas luzes levam milhões de anos para cruzar o espaço e chegar até nós. Leva tanto tempo que quando a luz chega a estrela infelizmente já está morta. Dá saudades
- Nada mais terreno para dar saudades do que uma fotografia. É como a estrela ainda tem um certo brilho, mas é de um passado, que já morreu fisicamente, muito embora emocionalmente ainda esteja latente.
- Saudade é existencialismo. Seja de algo existente para nós ou não
- Desejar é saudade
- Saudade...ela nunca acaba. Enquanto houver saudade pode haver vida...
Bem é isso o que acho da saudade e você ? Cuidado para não mergulharem numa nostalgia excessivamente melancólica.
Beijo na alma e inté
terça-feira, 22 de julho de 2008
LA VI EN ROSE(PARTE I) PROFISSÃO:ALCANÇAR
Essa é a parte do blog onde falo do meu umbigo (ora limpo, ora sujo). Faço uma reflexão e emito, na caruda, um comentário, sobre algum assunto particular a mim, desses que não interessa a mais ninguém. Vamos lá
Você não tem nada a ver com isso, mas eu quero ser professor de História ou diretor/roteirista de cinema. Não que eu isso seja um desejo antigo. Optei pela História ao começar o Ensino Médio e por cinema resolvi adotar como segunda opção profissional a partir do 3º Ano do Ensino Médio.
Você estar se perguntando “o que o impede de seguir uma dessas profissões”. A resposta para a segunda é natural: tempo e grana. No cinema gasta-se muito para fazer cinema e não ganha-se quase nada com um filme. Mecanismos para captação de recursos que podem levar anos, distribuição insuficiente, e mais uma penca de fatores muito extensos para serem debatidos aqui. Já no tocante a História, o que me impede é o VESTIBULAR.
Desde 2005, quando concluí o Ensino Médio, tento ingressar numa Faculdade Publica. Na primeira tentativa eu não fui ver só para ver como era. Já fui disposto a passar, tinha uma certa preparação nos estudos e acreditei que com um pouco de esforço e sorte seria possível. Ledo engano. Meu desempenho me fez ficar a 4 pontos de ser aprovado até a última reclassificação. Levando-se em conta que no inicio faltavam 12,5, posso dizer que senti o cheiro lá distante da aprovação. Enquanto esperava não perdi tempo. Já em Janeiro de 2006 ingressei num pré-vestibular e cai matando nos estudos. Estudava de Segunda a sábado e até me feriados (menos aos Domingos ai já era demais). Quando na hora das provas só levei fumo. Com desempenho pior do que no ano anterior quando não fiz pré-vestibular. Ok, cursinho não é garantia de aprovação, mas há de se convir que com uma certa disciplina que eles impões, alguns macetes e você fazendo a sua parte tudo tende a ser melhor, eu nem cheguei perto disso. Entende isso.
Fiquei numa fase nebulosa. Ia jogar tudo para o alto. Fogo de palha. Me inscrevi para outro vestibular em 2007. E lá vem a surpresa. Foi meu melhor desempenho. Entretanto, não o suficiente para me classificar. Hoje, dia 22/07/08, saiu a última reclassificação. Faltavam 0,75 pontos, eu estava a menos de 2 passos do paraíso. Pois bem, não consegui. Por mais estranho que possa parecer já esperava por isso. Se um dia eu senti bem distante o leve aroma da aprovação, agora eu pude ver bem mais claramente seus contornos. Só faltou toca-los mesmo.
Na época do pré-vestibular tentei achar justificativas para a tosqueira que foi meu desempenho. Dizia não ter como competir com a pessoa que chegava para estudar as 7:30 da manhã e só saia as 18:00, e não se preocupava com mais nada além disso. Na época comecei a trabalhar meio expediente, tinha que pagar o pré, ajudar em casa entre outras preocupações que tive na época, principalmete na reta final do vestibular.Nesse mesmo período vi uma reportagem na TV sobre uma diarista que ralava de segunda a sábado, fazia cursinho a noite e passou para 4 faculdades publicas, para o curso de Direito em todas elas. Pronto. Me senti o bactéria da mosca da cocô do cavalo do bandido. Me recuperei depois.
No momento continuo tentando vestibular, já mirando 2009. E mesmo assim me sinto incomodado.
Sou auxiliar de escritório, é um empregos estável, só não quero ser isso a vida toda. Resolvi seguir a ideologia de atrelar realização pessoal a exercer uma profissão que julgo interessante para mim. Desencanei do lance do por dinheiro. Porém, no momento to nesse trabalho por dinheiro e por garantias. Não há nada de concreto que me instigue a largar tudo e ir atrás das minhas realizações. Não sou idealista, sou realista. Já tive esse fase de “sonhos acima de tudo”. No mundo real a gravidade (da situação e não da lei da Física) é mais forte e lhe ensina a ser coerente e cuidadoso. Pouco a pouco busco formas de chegar lá onde almejo. Porém hoje tudo pareceu mais nebuloso, incerto e distante do que o normal.
Você não tem nada a ver com isso, mas eu quero ser professor de História ou diretor/roteirista de cinema. Não que eu isso seja um desejo antigo. Optei pela História ao começar o Ensino Médio e por cinema resolvi adotar como segunda opção profissional a partir do 3º Ano do Ensino Médio.
Você estar se perguntando “o que o impede de seguir uma dessas profissões”. A resposta para a segunda é natural: tempo e grana. No cinema gasta-se muito para fazer cinema e não ganha-se quase nada com um filme. Mecanismos para captação de recursos que podem levar anos, distribuição insuficiente, e mais uma penca de fatores muito extensos para serem debatidos aqui. Já no tocante a História, o que me impede é o VESTIBULAR.
Desde 2005, quando concluí o Ensino Médio, tento ingressar numa Faculdade Publica. Na primeira tentativa eu não fui ver só para ver como era. Já fui disposto a passar, tinha uma certa preparação nos estudos e acreditei que com um pouco de esforço e sorte seria possível. Ledo engano. Meu desempenho me fez ficar a 4 pontos de ser aprovado até a última reclassificação. Levando-se em conta que no inicio faltavam 12,5, posso dizer que senti o cheiro lá distante da aprovação. Enquanto esperava não perdi tempo. Já em Janeiro de 2006 ingressei num pré-vestibular e cai matando nos estudos. Estudava de Segunda a sábado e até me feriados (menos aos Domingos ai já era demais). Quando na hora das provas só levei fumo. Com desempenho pior do que no ano anterior quando não fiz pré-vestibular. Ok, cursinho não é garantia de aprovação, mas há de se convir que com uma certa disciplina que eles impões, alguns macetes e você fazendo a sua parte tudo tende a ser melhor, eu nem cheguei perto disso. Entende isso.
Fiquei numa fase nebulosa. Ia jogar tudo para o alto. Fogo de palha. Me inscrevi para outro vestibular em 2007. E lá vem a surpresa. Foi meu melhor desempenho. Entretanto, não o suficiente para me classificar. Hoje, dia 22/07/08, saiu a última reclassificação. Faltavam 0,75 pontos, eu estava a menos de 2 passos do paraíso. Pois bem, não consegui. Por mais estranho que possa parecer já esperava por isso. Se um dia eu senti bem distante o leve aroma da aprovação, agora eu pude ver bem mais claramente seus contornos. Só faltou toca-los mesmo.
Na época do pré-vestibular tentei achar justificativas para a tosqueira que foi meu desempenho. Dizia não ter como competir com a pessoa que chegava para estudar as 7:30 da manhã e só saia as 18:00, e não se preocupava com mais nada além disso. Na época comecei a trabalhar meio expediente, tinha que pagar o pré, ajudar em casa entre outras preocupações que tive na época, principalmete na reta final do vestibular.Nesse mesmo período vi uma reportagem na TV sobre uma diarista que ralava de segunda a sábado, fazia cursinho a noite e passou para 4 faculdades publicas, para o curso de Direito em todas elas. Pronto. Me senti o bactéria da mosca da cocô do cavalo do bandido. Me recuperei depois.
No momento continuo tentando vestibular, já mirando 2009. E mesmo assim me sinto incomodado.
Sou auxiliar de escritório, é um empregos estável, só não quero ser isso a vida toda. Resolvi seguir a ideologia de atrelar realização pessoal a exercer uma profissão que julgo interessante para mim. Desencanei do lance do por dinheiro. Porém, no momento to nesse trabalho por dinheiro e por garantias. Não há nada de concreto que me instigue a largar tudo e ir atrás das minhas realizações. Não sou idealista, sou realista. Já tive esse fase de “sonhos acima de tudo”. No mundo real a gravidade (da situação e não da lei da Física) é mais forte e lhe ensina a ser coerente e cuidadoso. Pouco a pouco busco formas de chegar lá onde almejo. Porém hoje tudo pareceu mais nebuloso, incerto e distante do que o normal.

quinta-feira, 17 de julho de 2008
Paleta de cores primárias

Qual é a cor da vida para você ? Preto e branco ? Azul, rosa, laranja, verde ? Um mixto de tudo isso talvez ? Bem, seja como for acho que dificilmente as pessoas vêem a vida através de uma só cor. Claro, há momento em que está “tudo azul”, dos dias cinzentos e até um dia onde as coisas precisam ser objetivas tipo tudo em preto e branco ?
As vezes penso na naqueles que vêem a vida em preto e branco. Cores que movimenta-se sem se misturar. O preto é um borrão indistinguível onde olha-se e faz-se força para dar sentido aquilo. Essas pessoas só acreditam na vida pelo sentido que você a força ter. São capazes dos maiores extremismos, decisões unilaterais. Gente de muita força e vontade e pouca noção
Os que vêem a vida em cor de rosa. Tudo é belo, e o que não é tão belo simplesmente passa a ser ignorado. Essas pessoas acreditam serem capazes de limar a existência de algo só pelo simples fato de não crerem naquilo, e o fazem com muito radicalismo. Certa vez uma amiga me disse que “que pessoas muito radicais são assim por que tem algo a esconder”, pois bem esse povo da cor de rosa é bem assim. Mal sabem elas que nada deixará de existir pelos simples fato de não acreditarem. A principal diferença deles para os que vêem a vida em preto em branco é que os primeiros não acreditam naquilo capaz de existir além de suas visões, enquanto os segundos admitem essa existência, entretanto não gostam e lutam para suprimi-la
Há aqueles para os quais a vida é sempre azul, igual a um céu de brigadeiro. Nada está totalmente fora de lugar, sempre há algo certo para suprimir o que errado. Não há problema totalmente insolúvel. Onde é sempre importante achar nova soluções do que remoer antigos problemas. E apesar disso não são serelepes inveterados, pelo contrário, são pessoas com o pé no chão e cabeça no lugar.
Quem vive com paixão vive em vermelho. Leva tudo ao extremo do muito prazeroso ou do muito melancólico. Digo prazer pois para eles é o único caminho (ou descaminho) a se trilhar. Hedonismo em primeiro lugar. São pessoas nada reservadas, e as vezes se camuflam por entre as aparências mais frágeis ou inesperadas. Vão da ira a paixão num piscar de olhos. Fazem de cada momento o único, último e primeiro. O caminho deles é basicamente cada manhã, na há ontem e nem hoje, só mesmo o agora e sempre
Tentando conciliar um pouco de tudo, e ainda assim sendo tão singulares quanto as outras cores temos os “cinzentos”. Para eles não há tanta pureza e nem tudo é tão facilmente distinguível. Não são do bem reinante e nem do mal absoluto. Tem ciência de tudo o que há independente de suas crenças, e na medida do possível procuram respeitar, só não lhes peça para acreditar. Tem dias bons, e gostam disso como qualquer um de nós. E dias ruins e reclamam, porém procuram aceitar numa boa, e depois que passam acaba para eles, morreu mesmo. São metódicos. Isso os impossibilita de viverem com a paixão a flor da pele, sabe tipos precavidos. Não seguem regras gerais, tem sua própria conduta e reclama dos outros metódicos generalizados. Só que no final sempre acabam ficando em cima do muro.
E você ? Está em qual cor ?
As vezes penso na naqueles que vêem a vida em preto e branco. Cores que movimenta-se sem se misturar. O preto é um borrão indistinguível onde olha-se e faz-se força para dar sentido aquilo. Essas pessoas só acreditam na vida pelo sentido que você a força ter. São capazes dos maiores extremismos, decisões unilaterais. Gente de muita força e vontade e pouca noção
Os que vêem a vida em cor de rosa. Tudo é belo, e o que não é tão belo simplesmente passa a ser ignorado. Essas pessoas acreditam serem capazes de limar a existência de algo só pelo simples fato de não crerem naquilo, e o fazem com muito radicalismo. Certa vez uma amiga me disse que “que pessoas muito radicais são assim por que tem algo a esconder”, pois bem esse povo da cor de rosa é bem assim. Mal sabem elas que nada deixará de existir pelos simples fato de não acreditarem. A principal diferença deles para os que vêem a vida em preto em branco é que os primeiros não acreditam naquilo capaz de existir além de suas visões, enquanto os segundos admitem essa existência, entretanto não gostam e lutam para suprimi-la
Há aqueles para os quais a vida é sempre azul, igual a um céu de brigadeiro. Nada está totalmente fora de lugar, sempre há algo certo para suprimir o que errado. Não há problema totalmente insolúvel. Onde é sempre importante achar nova soluções do que remoer antigos problemas. E apesar disso não são serelepes inveterados, pelo contrário, são pessoas com o pé no chão e cabeça no lugar.
Quem vive com paixão vive em vermelho. Leva tudo ao extremo do muito prazeroso ou do muito melancólico. Digo prazer pois para eles é o único caminho (ou descaminho) a se trilhar. Hedonismo em primeiro lugar. São pessoas nada reservadas, e as vezes se camuflam por entre as aparências mais frágeis ou inesperadas. Vão da ira a paixão num piscar de olhos. Fazem de cada momento o único, último e primeiro. O caminho deles é basicamente cada manhã, na há ontem e nem hoje, só mesmo o agora e sempre
Tentando conciliar um pouco de tudo, e ainda assim sendo tão singulares quanto as outras cores temos os “cinzentos”. Para eles não há tanta pureza e nem tudo é tão facilmente distinguível. Não são do bem reinante e nem do mal absoluto. Tem ciência de tudo o que há independente de suas crenças, e na medida do possível procuram respeitar, só não lhes peça para acreditar. Tem dias bons, e gostam disso como qualquer um de nós. E dias ruins e reclamam, porém procuram aceitar numa boa, e depois que passam acaba para eles, morreu mesmo. São metódicos. Isso os impossibilita de viverem com a paixão a flor da pele, sabe tipos precavidos. Não seguem regras gerais, tem sua própria conduta e reclama dos outros metódicos generalizados. Só que no final sempre acabam ficando em cima do muro.
E você ? Está em qual cor ?
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Ouvindo o silêncio dos cordeiros
Um papo meio cinéfilo. O título acima foi tirado do filme "O silêncio dos inocentes",cujo titulo original é "The silence for lambs",no bom português "o silêncio dos cordeiros". Essa expressão é uma referência a personagem Clarice Starling (interpretada por Jodie Foster). Detetive do FBI ela empenha-se numa investigação a caça de um serial killer chamado Buffalo Bill, que mata suas vitimas e remove partes de sua pele para confeccionar uma roupa. Para tal Clarice recorre ao mais notório serial killer, Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins).
O médico/monstro fica intrigado com a determinação nada convencional de Clarice, mesmo para uma policial num caso tão extremado, e resolve indaga-la o por que disso, E o faz através de um interessante jogo psicológico. Hannibal descobre que na infância, após a morte de seu pai policial, Clarice foi morar com seus tios numa fazenda onde havia uma criação de cordeiros. Numa certa manhã de primavera, Clarice foi despertada por sons de gemidos de cordeiros. Levantou-se intrigada e assustada e foi averiguar. Vai até um celeiro muito grande e descobre que lá os cordeiros estavam sendo abatidos. Numa ato desesperado Clarice abre o cercado onde estavam e ainda pega um deles no colo e foge dali. Clarice muito pequena e o cordeiro um tanto grande para ela ,e acaba tomabando no meio do caminho, enquanto era alcançada pelo marido de sua tia, furioso com sua atitude.
Durante seu crescimento Clarice vivia tendo pesadelos onde escutava os sons dos animais sendo abatidos. Sua disposição em resolver os tais assassinatos do Buffalo Bill residia na esperança de preservar inocentes e ao mesmo tempo parar de escutar os gritos dos pobres cordeiros que ela não conseguira salvar
Clarice fora bem sucedida em sua missão. Porém lamento que o silêncio dos cordeiros que ouço não me tranquilizem.
O grito sempre foi tido como um alerta, a via pela qual exteriorizar-se algo, em geral não muito positivo. Ou pela menos era sempre assim na época do "preto e branco".Enquanto o silêncio era a configuração primaz da paz. Aquela velha máxima do "quem cala conscente" está ai para sinalizar o quão negativo o silêncio pode ser. Tornou-se sinônimo de medo, perplexidade, horror, falsa paz e aceitação
Na época da segunda guerra os nazistas diziam que os soldados ingleses eram leões comandados por cordeiros. Talvez o cordeiro não seja assim essa representação tão pura da inocência. Atualmente os cordeiros estão até matando os lobos. ´
Dizem que as maiores mensagens são passadas na elouqüência do silêncio. Hum...não é a toa que os gritos de silêncio andam mais intensos do que os gritos de manifestação.
Sabem, se eu encontrasse Clarice Starling lhe diria o quanto os cordeiros me incomodam com seu silêncio.

O médico/monstro fica intrigado com a determinação nada convencional de Clarice, mesmo para uma policial num caso tão extremado, e resolve indaga-la o por que disso, E o faz através de um interessante jogo psicológico. Hannibal descobre que na infância, após a morte de seu pai policial, Clarice foi morar com seus tios numa fazenda onde havia uma criação de cordeiros. Numa certa manhã de primavera, Clarice foi despertada por sons de gemidos de cordeiros. Levantou-se intrigada e assustada e foi averiguar. Vai até um celeiro muito grande e descobre que lá os cordeiros estavam sendo abatidos. Numa ato desesperado Clarice abre o cercado onde estavam e ainda pega um deles no colo e foge dali. Clarice muito pequena e o cordeiro um tanto grande para ela ,e acaba tomabando no meio do caminho, enquanto era alcançada pelo marido de sua tia, furioso com sua atitude.
Durante seu crescimento Clarice vivia tendo pesadelos onde escutava os sons dos animais sendo abatidos. Sua disposição em resolver os tais assassinatos do Buffalo Bill residia na esperança de preservar inocentes e ao mesmo tempo parar de escutar os gritos dos pobres cordeiros que ela não conseguira salvar
Clarice fora bem sucedida em sua missão. Porém lamento que o silêncio dos cordeiros que ouço não me tranquilizem.
O grito sempre foi tido como um alerta, a via pela qual exteriorizar-se algo, em geral não muito positivo. Ou pela menos era sempre assim na época do "preto e branco".Enquanto o silêncio era a configuração primaz da paz. Aquela velha máxima do "quem cala conscente" está ai para sinalizar o quão negativo o silêncio pode ser. Tornou-se sinônimo de medo, perplexidade, horror, falsa paz e aceitação
Na época da segunda guerra os nazistas diziam que os soldados ingleses eram leões comandados por cordeiros. Talvez o cordeiro não seja assim essa representação tão pura da inocência. Atualmente os cordeiros estão até matando os lobos. ´
Dizem que as maiores mensagens são passadas na elouqüência do silêncio. Hum...não é a toa que os gritos de silêncio andam mais intensos do que os gritos de manifestação.
Sabem, se eu encontrasse Clarice Starling lhe diria o quanto os cordeiros me incomodam com seu silêncio.

terça-feira, 15 de julho de 2008
Tudo começou...
Olá. Me chamo Renato Lopes. E coloquei o nome de Magnólia no meu blog por ser um nome que gosto muito. Sério mesmo.
Certa vez conversando com uns amigos disse que se um dia fosse pai de uma menina seu nome seria Magnólia, e se eu mesmo fosse mulher gostaria de ter esse nome. Não venham me perguntar o porque, só sei que gosto e pronto. É um lance assim meio louco. A algum tempo atrás passava mensagens SMS para alguns amigos e sempre assinava como Magnólia, porém a mensagem era como se a tal Magnólia estivesse falando. Chama eles de tios, elas de tias. Tenho uma amiga que dizia que Magnólia era uma espécide de "Brás Cubas as avessas" (numa referência ao livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis.
Nomes são uma coisa engraçada. É como se eles dissessem muito sobre nós. Certa vez numa roda de amigos, todos já meio chapados, falávamos de nomes e contei o caso da Magnólia. Foi riso geral. Mas o pior mesmo foi quando minha santa irmã disparou que meu nome seria "Sebastião Amaro". A graça tomou todos de assalto. Na hora pensei que por todos estarem meio grogues no dia seguinte passaria. Que nada. Tinha nego que me gritava do outro lado da rua "fala ai Sebastião Amáro". No Orkut foi um tal de "Tiãozinho" pra cá, pra lá. E o pior é que o negócio pegou. Fazer o que.
Eu gosto de nomes diferentes. E acho que tem mais graça em mulheres. É um lance meio fetichista mesmo. Que efeito tem uma mulher chamada "Céu" ou "Terra", ou "Athena". Loucura não acham
Loucura maior é andar na rua imaginando que nomes as pessoas teriam. Eu faço isso até hoje. Sempre dou uma manjada em alguém na rua o imagino um nome para aquela pessoa, e a reboque sempre imagino personalidade, ocupação e por ai vai. Engraçado também é ouvir um nome sem ver a pessoa e imaginar como ela é. Onde trabalho lido muito com as pessoas por telefone, um lance assim muito infromal (não sou atendente de telemarketing). falo com pessoas de todos os lugares do Brasil. Escuto sotques que vão do Oiapoque ao Chui e sempre imagino como é aquela pessoa, fisicamente e psicologicamente. A uns 3 anos conversso semanalmente com as mesmas pessoas e só as conheço assim. Maioria delas estão bem distantes, se um dia eu pudsse gostaria de ir até elas só para dizer "oi eu se aquele cara com quem você trata de serviços a 3 anos só por telefone". Seria no minimo interessante. Muito embora conhecer uma pessoa está muito além de simplesmente ve-la.
Saindo um pouco do campo nomes e indo para o campo idéias. Nesse blog vou postar de tudo e de nada. Falar o que der na telha. E quem quiser sugerir algo beleza. Comunicação é alma do negócio.
Sempre quis ter uma Magnólia em minha vida, e acho que criei uma. E como tal vou procurar cuidar dela com carinho lhe trazendo o que há de melhor para se falar
Tenho um outro blog chamado http://www.orelojoeiro86.blogspot.com/. Nesse daí o assunto gira me torno de Tempo e espaço e suas implicações em nossas vidas. Pretensioso, não. Imagina é só distração mesmo
Sejam todos bem vindos. Beijo na alma
Certa vez conversando com uns amigos disse que se um dia fosse pai de uma menina seu nome seria Magnólia, e se eu mesmo fosse mulher gostaria de ter esse nome. Não venham me perguntar o porque, só sei que gosto e pronto. É um lance assim meio louco. A algum tempo atrás passava mensagens SMS para alguns amigos e sempre assinava como Magnólia, porém a mensagem era como se a tal Magnólia estivesse falando. Chama eles de tios, elas de tias. Tenho uma amiga que dizia que Magnólia era uma espécide de "Brás Cubas as avessas" (numa referência ao livro "Memórias Póstumas de Brás Cubas" de Machado de Assis.
Nomes são uma coisa engraçada. É como se eles dissessem muito sobre nós. Certa vez numa roda de amigos, todos já meio chapados, falávamos de nomes e contei o caso da Magnólia. Foi riso geral. Mas o pior mesmo foi quando minha santa irmã disparou que meu nome seria "Sebastião Amaro". A graça tomou todos de assalto. Na hora pensei que por todos estarem meio grogues no dia seguinte passaria. Que nada. Tinha nego que me gritava do outro lado da rua "fala ai Sebastião Amáro". No Orkut foi um tal de "Tiãozinho" pra cá, pra lá. E o pior é que o negócio pegou. Fazer o que.
Eu gosto de nomes diferentes. E acho que tem mais graça em mulheres. É um lance meio fetichista mesmo. Que efeito tem uma mulher chamada "Céu" ou "Terra", ou "Athena". Loucura não acham
Loucura maior é andar na rua imaginando que nomes as pessoas teriam. Eu faço isso até hoje. Sempre dou uma manjada em alguém na rua o imagino um nome para aquela pessoa, e a reboque sempre imagino personalidade, ocupação e por ai vai. Engraçado também é ouvir um nome sem ver a pessoa e imaginar como ela é. Onde trabalho lido muito com as pessoas por telefone, um lance assim muito infromal (não sou atendente de telemarketing). falo com pessoas de todos os lugares do Brasil. Escuto sotques que vão do Oiapoque ao Chui e sempre imagino como é aquela pessoa, fisicamente e psicologicamente. A uns 3 anos conversso semanalmente com as mesmas pessoas e só as conheço assim. Maioria delas estão bem distantes, se um dia eu pudsse gostaria de ir até elas só para dizer "oi eu se aquele cara com quem você trata de serviços a 3 anos só por telefone". Seria no minimo interessante. Muito embora conhecer uma pessoa está muito além de simplesmente ve-la.
Saindo um pouco do campo nomes e indo para o campo idéias. Nesse blog vou postar de tudo e de nada. Falar o que der na telha. E quem quiser sugerir algo beleza. Comunicação é alma do negócio.
Sempre quis ter uma Magnólia em minha vida, e acho que criei uma. E como tal vou procurar cuidar dela com carinho lhe trazendo o que há de melhor para se falar
Tenho um outro blog chamado http://www.orelojoeiro86.blogspot.com/. Nesse daí o assunto gira me torno de Tempo e espaço e suas implicações em nossas vidas. Pretensioso, não. Imagina é só distração mesmo
Sejam todos bem vindos. Beijo na alma
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