A frase acima é de praxe quando estamos passando um mau momento na vida, serve para lembrar que é passageiro. Poucos ousam dize-la num bom momento, para catucar e lembrar "aproveite pois daqui a pouco pode não ter mais"
Tem sempre uma fase ou outra para nos marcar. No meu caso foram duas: quando eu tinha entre 15 e 18 anos a fase do "eu vou saber e fazer de tudo e encontrar a grande verdade" e outra, esta terminada muito recentemente, a fase do "beber,cair e levantar". Na primeira era muito idealista, acreditava piamente que uma misteriosa força me guiava para uma utopia onde poucos tinham acesso e lá encontraria a grande verdade. Na segunda foi a fase do extravassa, farra sempre que podia (e não podia), bebedeira gratuita e outras coisas mais, que por uma questão de bom senso e para não ofender sensibilidades alheias não vou publicar aqui (fica para uma próxima)
Sai da primeira fase por um motivo: aprendi a ter paciência, passei a ser menos ansioso e afoito. Não dá para abraçar o mundo com as pernas (nem a Ana Hickman com aquele par de pernas maravilhosas consegue fazer isso). Querer tudo ao mesmo tempo e agora para que ? E o depois ? E para amanhã e para os outros ? E o que fazer com a grande verdade ? Nem sei sua finalidade (e agora penso será que ela existe ?). Prefiro, em partes, a delicia das incertezas. Da segunda fase sai por simplesmente ter cansado. Fiz coisas inacreditáves, tipo histórias para contar para os filhos e netos e relembrar com os amigos
Atualmente estou entrando numa fase sóbria e responsável. Menos ansioso, poucas dúvidas e um mais certeza de finalmente estar acertando aquilo que quero da vida. E faço isso sem parecer utópico ou idealista, é só meu caminho
O grande barato, ou seria ignorância mesmo, era minha descrença nas fases da vida. Em muitas horas tudo sempre me pareceu muito absoluto "eu sou assim, a vida é assim e pronto". Gosto muito de História, ela estuda mudanças e transformações numa sociedade e ajuda a captar como essas mudanças podem afetar os individuos de uma sociedade e de um tempo. Estudando-a aprendi a ver e identificar essas mudanças e até mesmo a aglutina-las num período temporal com as mesmas características. Só não aprendi a detectar mudanças em mim e as vezes até aceitar. Não tenho complexo com relação a nada que é novo, porém me incomoda quando esse novo passa a exigir de mim uma certa mudança de comportamento. Não para aceita-lo, e sim para entende-lo, e partir daí formular todo um pensamento para aceita-lo, ou não e meus motivos.
Hoje vendo com certo distanciamento temporal, realmente tudo são fases. Chegam, dão seu recado, ou fazem seu estrago e saem à francesa. Coitado de quem não as percebe, ou no meu caso, as aceita.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
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