quarta-feira, 27 de agosto de 2008

LA VI EN ROSE (PARTE III): DOIS LADOS,UMA DISTÃNCIA E UMA MENTE

Aqui estou eu para falar dos maravilhas que cercam meu umbigo



Já faz alguns dias, indo para para o trabalho, isso eram umas 7:50 da manhã, passei em frente a creche do Colégio Santa Mônica em Bonsucesso. Reparei numa mulher, devia ter lá pelos seus 30 anos. Não reparei nela por um acaso e sim por ser bonita, dessas belezas de tão simples chegam ao ponto de serem raras. Era branca tinha longos cabelos castanhos claros e vestida bem social. Na mão esquerda trazia o filho e na direita as coisas da criança, uma mochila e uma merendeira.

Ela havia saido de um carro, no qual eu só me lembro da cor, era branco. Este havia parado em frente ao portão da creche. Ao chegarem junto ao portão a mãe tocou a campainha. Nesse instante o carro afastou-se um pouco pelo meio-fio. Ouvi o garotinho reclamar "cadê papai ?" A mãe falou algo que não captei, pois já havia passado por eles. Pois bem, segui meu caminha. Passando por debaixo da Linha Amarela, junto a saída 07, um sinal de trânsito fechou, um carro parou. Dele saiu uma mulher batendo a porta com uma certa força e andando firme com cara de poucos amigos, era a mulher que eu vira a pouco saindo do carro branco. Ela atravessou a rua e foi na direção de um ponto de ônibus que fica ali mesmo na saída 07. É um raio de ponto que vive lotado e onde passam umas conduções para Jacarepagua, Curicica, Pechincha, Barra, Recreio, todas igualmente cheias. O carro disparou pelo caminho em que seguem todos os ônibus que passam ali no ponto da saída 07 para retornarem a Linha Amarela.


Eu fiquei ali, parado igual e um idiota olhando aquilo tudo, e imaginei um porrilhão de coisas. Não sem antes amaldiçoar o maldito motorista do automóvel branco. O dito cujo seguiu pelo mesmo caminho que seguem os ônibus que passam pelo ponto da saída 07, ponto esse onde sua mulher parou para pegar um. Não faço a mais vaga idéia para onde eles iam, mas custava dar uma carona a ela.


Movido pelo pensamento acima comecei a tecer conjecturas a respeito dos motivos para ele não ter feito isso. Associei a isso as palavras do menininho, filho deles, lá atrás e pensei na mais razoável das hipotese: casal em crise as vias de se separarem, mantém as aparências por causa do filho. Na frente deles são um, por trás são outros.


Se eu não vi de menos e imaginei demais só podia ser isso. Agora fico imaginando essa criança no meio disso tudo. O coitadinho talvez não saiba explicar mas lá no fundo, a maneira dele, com certeza ele sabe, sento algo errado no ar. E talvez resida nessa sua falta de capacidade em entender os fatos próximos a ele o seu medo e suas dúvidas. Afinal são os pilares sdo seu mundo chamado familia, seu pai e sua mãe. Sentir o deslocamento de um desses pilares se deslocar para longe é no minimo aterrorizante para uma criança.


Você deve estar se perguntando, "qual o sentido desse texto ? O que você tem a ver com isso ?" Sinceramente eu não sei, talvez Freud explique, agora eu não. Só que ruminei essa situação durante dias. Depois disso todo dia ao ir para o trabalho passava em frente a creche do Santa Mônica bem devagar para ver se vejo novamente a tal mãe e seu filho, e vou assim até a Linha Amarela, olhando para o sinal e ver se ela desce de algum carro branco com cara de poucos amigos e passos cheios de uma determinação involuntária. Lamento por não ter reparado no carro, apesar que só isso não bastaria. Poderia ter memorizado a placa do carro, afinal carros brancos existem aos montes, e para quem não sabe muito bem distinguir carros, como é o meu caso, todo carro branco não passaria de só mais um carro branco. E se o sujeito trocou de carro, seria o mesmo que nada.


Bem, seja como for gostaria muito de saber o destino do tal "casal" e da criança. Quem sabem um dia dessas não esbarro com eles.

Um Beijo na alma de todos e inté

Um comentário:

Anônimo disse...
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