No domingo, dia 10/08/08, fui em um evento muito especial. Um festival universitário de curtas-metragens cujo tema era "Lirico e Poético". Haviam tres bons motivos para estar lá. Um, adoro cinema e como embrião de aspirante a cieneaste é sempre interessante ver trabalhos de realizadores iniciantes. Dois era a estréia do curta metragem da minha professaora de direção cinematográfica, Nina Tedesco (joguem o nome dela no Google e descubram mais sobre seus trabalhos e guardem bem esse nome), o curta era "O CORAÇÃO DE DOM QUIXOTE". Três, ia reecontrar uma galera muita querida lá do curso que nõa via já fazia algum tempo e por serem pessoas importantes demais qualquer tempo longe já dá para sentir muitas saudades.
O evento foi na Caixa Cultural, no centro do Rio ao lado da estação Carioca do Metrô. Confesso nunca ter ido lá e me encantei com o lugar. Pretendo voltar lá mais algumas vezes. Encontrada a professora colocamos o papo em dias e depois o povo do curso chegou e mais papos me ordem. As 18:30 começaram e exibição dos curtas. Eram um total de 9, o dela seria o sexto. Antes de chegar ao dela passamos por cada curta, foi penoso. Iniciaram os trabalhos com uma adaptação de "POEMA SUJO", obra seminal de Ferreira Gullar. Quem tiver a oportunidade de procure pelo poema e pelo curta, de uma cinografia muito boa. Seguiram-se outros trabalhos. Tudo bem que o tema era lírico e poético, mas teve uns realizadores passando da conta. Rolatam uns curtas sem eira nem beira e por mais que dissessem ter sentido, sinceramente não vi nada disso. Tinham uns curtas que tentarem beber na fonte do Dogma 95 (movimento cinematográfico dinamarques que usa luz natural, câmera digital e poucos recursos técnicos) e ficaram pelo caminho.
Havima outros curtas cuja técnica era muito boa, porém o roteiro deixava a desejar. Passou um lindissimo "LILAHS" (com "h" mesmo). De uma fotografia em preto e branco e uma montagem exepcionais. Nostálgico toda vida, como 99% de tudo o que é lirico. Teve curta super curto (menos de 5 minutos) chamado "NO INSTANTE DO FAISCAR". Ele tinha uma poesia desconcertante e era ilustrado por imagnes que evocavam o surrealismo, quase uma químera. Maioria das imagens tinha algo queimando (inclusive uma carteira de trabalho)
CORAÇÃO DE DOM QUIXOTE
Esta aí o curta que fez todo o festival valer a pena. Havia uma grande expectativa por parte de nós alunos, afinal era o curta da nossa professora. Nosso ponto de referência e nossoa inspiração mais próxima. Expectativas recompensadas e digo isso de peito aberto. Podem dizer que sou suspeito para falar isso, se duvidarem assistam ao curta, todos terão a mesma impressão, pois é bom sim.
O filme enfoca a busca de Dom Quixote por alguém que possa substitui-lo na em suas aventuras. Eis que nosso engenhoso fidalgo De La Mancha depara-se com um livro de Robson Crusoé e vê a luz para seu dilema. De lança em punho, vestindo sua surrada armadura e malas prontas Dom Quixote embarca num modesto barquinho e parte em mais uma, e última, quixotesca jornada, agora em busca do seu propenso sucessor.
Durante a aventura vemos um Dom Quixote decrépto, ora meio delirante, como quem escuta um réquiem para sua vida, e ele o faz com a maturidade de quem viveu tudo o que era capaz e ao contrário do que alguns pensaram ele soube a hora de parar. Durante sua jornada Dom Quixote lê os livros que narram as aventuras de Robson Crusoé e com certeza o imagina desempenhando sua missão de proteger a todos, afinal não é para qualquer um proteger a humanidade de si mesma.
O encontro entre os dois ocorre e...a proncipio acontece algo inesperado (não vou contar o que é). Depois conversando a realizadora/professora Nina Tedesco sobre a trama enxerguei mais claramente a mensagem, e Nina tiro o chapéu para você.
Mais uma vez Robson Crusoé deixa-se levar pelo seu ostracismo e cai na esterelidade da imaginação e por tabela da vida. Ao negar a sátira, Crusoé nega pois a vida e enclausura-se no seu casulo de moral insipida. Entretanto nem sua atitide é capaz de minar a real grandeza da anarquia, o veradeiro brilho do caos de onde começa a expansão de luz e exoplosões que demolem as verdades veladas e comuns. Dom Quixote é a estrela que surge desse caos, nunca para colocar ordem e sim para iluminar com um brilho cegante as vistas mais embotadas pelo censo comum. Ou você olha essa estrela ou vira o rosto. Crusoé fez a segunda opção, mas nem por isso a estrela se apagou.
PÓS FILMES
Após os curtas demos uma esticada lá no Amarelinho na Cinelândia para tomar um chopp e comer um churrasco. Chopp vai chopp vem e surgiram algumas pérolas. Ai vão algumas para o deleite de vocês
"Quer que eu descreva o brilho dos seus olhos" - eu respondendo Jocemir após a pergunta "estou com cara de bêbado"
"Roda ai" - Thiago falando de filmes...ou algo assim
"Eu não acredito que estou ouvindo tanta idiotice" - Ana reclamando de nossa condição etilica
"É arte...ou não" - Vitor numa imitação de Caetano Veloso
"Estamos na basura da pseudo intelectualidade no marco zero das revoluções da segunda metade do século XX" - eu totalmete sem noção
IMAGEM DO DOMINGO (ESPECIAL)

Um beijo na alma de todos e até a próxima

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